Nova York (EUA) – Após vencer seu primeiro título de Grand Slam em Roland Garros e ainda chegar à final inédita em Wimbledon, Alexander Zverev chega ao US Open disposto a buscar mais um título de peso. Pela primeira vez na carreira, ele será o principal cabeça de chave em um dos quatro maiores torneios do calendário.
O alemão admite a satisfação por finalmente ter conquistado um troféu de Grand Slam, mas garante que agora quer mais. “Claro que existe um alto nível de satisfação. Acho que já disse isso um milhão de vezes. Mas você percebe uma coisa: quando ganha um, quer mais. Quer continuar e jogar seu melhor tênis sempre que entra em quadra”, afirmou.
O tenista de 29 anos reconheceu que jogou abaixo do esperado em Montréal e Cincinnati, mas gostou da evolução apresentada nos treinos. “Depois de Roland Garros e Wimbledon, não consegui manter o nível. Mas definitivamente sinto que meu jogo está voltando e melhorando a cada treino. Espero conseguir mostrar meu melhor tênis aqui novamente”, assegurou.
Zverev estreia contra o italiano Lorenzo Sonego, contra quem está invicto, com seis trunfos. Além de ser o principal pré-classificado, ele minimizou o favoritismo. “Ser o cabeça de chave 1 é legal e mostra que você vem jogando bem, mas o mais importante é qual nome estará no fim da chave, quem ainda estará aqui daqui a duas semanas. Esse é o principal objetivo de todos que estão no torneio”, avaliou.
Mesmo depois de conquistar Roland Garros, o alemão ainda guarda a frustração pela final do US Open de 2020. Na ocasião, abriu dois sets de vantagem contra Dominic Thiem e chegou a sacar para o título no quinto set antes de sofrer dura virada. “Ainda sinto que deveria ter vencido em 2020. Isso não muda”, brincou.
Zverev destaca volta de Alcaraz
O alemão também falou sobre Carlos Alcaraz, que volta às competições de simples depois de mais de quatro meses afastado por uma lesão no punho direito. Zverev acredita que o espanhol pode sentir a falta de ritmo nas primeiras rodadas, mas espera vê-lo novamente entre os candidatos ao título, com chance de repetir 2025.
“Sei que lidar com uma contusão no punho nunca é fácil. Meu irmão (Mischa) também teve algo parecido e leva tempo para melhorar. A minha foi diferente, porque rompi sete ligamentos, fraturei dois ossos e passei por cirurgia. Levei um ano para voltar, então foi um pouco diferente”, comparou. Ele sofreu uma grave lesão no tornozelo direito em Roland Garros, há quatro anos.
“Acho que ele provavelmente está no mesmo nível físico ou até melhor agora, porque nos últimos quatro ou cinco meses deve ter feito muito trabalho físico, algo que eu não pude fazer porque não conseguia andar. Espero que esteja um pouco enferrujado na primeira ou na segunda partida, mas, se passar por isso, certamente será um candidato ao título aqui”, assegurou o alemão.
Relevância do suporte familiar
Ao falar sobre a própria lesão, Zverev lembrou a importância da família durante a recuperação em 2022. O alemão acredita que seus familiares também tiveram dúvidas sobre a possibilidade de ele voltar ao mais alto nível, mas nunca demonstraram essa preocupação.
“Tenho 100% de certeza de que eles também tinham dúvidas se eu voltaria a esse nível. Ninguém poderia saber. Mas nunca demonstraram isso para mim, nunca conversaram comigo sobre isso”, confidenciou.
O tenista de Hamburgo disse que teve o apoio necessário, sem excesso de cobrança de pessoas próximas. “As conversas eram sempre: ‘Quando você voltar, podemos melhorar isso e aquilo, você vai ser o melhor, pode chegar novamente a esse nível ou ganhar esses torneios’”, disse.
“Era uma espécie de confiança falsa, de mentir para si mesmo que tudo ficaria bem e que você seria o melhor. Eles fizeram muito isso comigo quando eu estava no meu pior momento. Acho que isso me ajudou muito alguns anos atrás”, finalizou Zverev.
