São Paulo (SP) – A quinta-feira foi de emoções distintas para Nauhany Silva no SP Open. O dia começou com a eliminação na segunda rodada de simples. Mas no final da tarde, a jovem paulista venceu sua estreia de duplas, numa parceria da nova geração brasileira com a potiguar Victória Barros.

Superada pela espanhola Kaitlin Quevedo, cabeça 7 do torneio e 105ª do mundo, que marcou as parciais de 6/2 e 6/1 em 1h12 de partida, Naná assimilou as lições da dura derrota nas oitavas.

“Eu sabia que a minha adversária era super dura e que ela ia me exigir bastante fisicamente”, disse Naná, em entrevista ao SporTV. “Acho que ela jogou um grande nível de tênis e que faltou para mim ter feito ela jogar um pouco mais e testado ela melhor. Mas no segundo eu tive muitas oportunidades de quebra e acabei não fechando”.

“Foi uma boa semana e um bom torneio. Acho que nesses dois jogos eu competi do início ao fim e vou tentar levar esse espírito de competição pelo resto do ano”, acrescentou a paulista de 16 anos, que vinha de vitória em três sets sobre a australiana Astra Sharma na estreia.

Já nas duplas, Naná e Victória passaram pela a norte-americana Rasheeda McAdoo e a australiana Alexandra Osborne por 3/6, 7/6 (7-2) e 10-6. As jovens tenistas brasileiras de 16 anos já vinham jogando juntas na temporada, com destaque para o vice-campeonato no torneio juvenil de Wimbledon.

“Estamos jogando cada vez mais juntas e mais entrosadas e esperamos seguir”, disse Naná aos jornalistas após a partida de duplas. Ela e Victória enfrentam nesta sexta-feira às 14h a ucraniana Valeriya Strakhova e a russa Anastasia Tikhonova, cabeças 2 do torneio, pelas quartas de final.

O apoio da torcida também foi fundamental para as brasileiras: “A gente estava perdendo o primeiro set, mas depois conseguimos crescer. Acho que eles ajudaram bastante hoje”, disse a paulista. Victória complementou: “É impressionante e impossível não notar. Dá muita força e muita energia. Eles põem a gente muito para cima”.

As duas jovens tenistas planejam priorizar o calendário profissional depois do SP Open, mas enquanto Victória deve encerrar a carreira juvenil e jogar no máximo em Roland Garros, Naná espera estar em todos os torneios do Grand Slam na categoria: “Ano que vem eu jogo e já começo com a Austrália”.