Nova York (EUA) – De volta à final do US Open depois de seis anos, Alexander Zverev lembrou as marcas deixadas pela dolorosa derrota na decisão de 2020. O alemão admitiu que carregou dúvidas daquele revés até finalmente conquistar seu primeiro Grand Slam, nesta temporada, em Roland Garros.

“Deixou, até eu vencer em Paris. Acho que havia questionamentos e dúvidas sobre se algum dia eu conseguiria ganhar um. Já falei sobre isso abertamente antes. Agora que ganhei um, está tudo bem”, assegurou Zverev, após superar o russo Karen Khachanov por 6/3, 7/6 (9-7) e 7/6 (8-6).

Em 2020, o alemão ficou muito perto do título em Nova York. Na final disputada sem público por causa da pandemia, abriu dois sets de vantagem contra o austríaco Dominic Thiem, levou o empate, mas ainda sacou para o título na quinta parcial, antes de perder no tiebreak.

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“Naquela época, era minha primeira final de Grand Slam. Eu era inexperiente, ainda bastante jovem. Agora é diferente. Tudo é diferente”, comparou o atual número 2 do mundo.

Zverev ainda reconheceu que estava longe do seu melhor nível naquela campanha. “Quando cheguei à final aqui em 2020, não estava jogando bem. Na verdade, não joguei bem durante todo o torneio. Isso nunca mudou, curiosamente, e cheguei à final. Fiquei a dois pontos de vencer”, confidenciou.

Desta vez, a evolução aconteceu durante o próprio US Open. Zverev precisou de cinco sets e acumulou 9h26 em quadra nas duas primeiras rodadas, contra Lorenzo Sonego e Quentin Halys. Desde então, venceu quatro partidas consecutivas sem deixar set pelo caminho. Contra Khachanov, jogou com inteligência no tiebreak da terceira parcial e se safou de um set-point.

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“Depois da segunda rodada, às 3h da manhã, eu e minha equipe estávamos no vestiário rindo de como eu estava jogando mal. Esse senso de humor me ajudou”, contou o alemão ainda em quadra. Na coletiva, foi além: “Comecei o torneio pensando: ‘Isso não faz sentido, porque não vou fazer nada aqui’. E agora estou me preparando para uma final no domingo”, comentou o tenista de 28 anos.

A decisão será a terceira consecutiva de Zverev em Grand Slam nesta temporada e a sexta de sua carreira. Ele conquistou Roland Garros, foi vice em Wimbledon e agora tenta completar a sequência com o título que escapou há seis anos em Nova York.

Ainda em quadra, Zverev também comentou sua participação no podcast Nothing Major, apresentado pelos norte-americanos John Isner, Sam Querrey, Steve Johnson e Jack Sock. O nome do programa ironiza o fato de nenhum dos quatro ter conquistado um Grand Slam de simples.

“No fim do ano passado, participei do podcast de vocês. Então decidi ganhar alguns majors porque não queria participar daquele podcast de novo”, brincou.

The top seed will compete for the US Open title!

Alexander Zverev defeats Khachanov in straight sets, 6-3, 7-6, 7-6. pic.twitter.com/3HxgWDkFyv

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Zverev ainda falou das várias oportunidades que deixou escapar antes de finalmente conquistar seu primeiro evento deste porte. “Estive tão perto tantas vezes. Talvez neste ano Deus tenha dito que este seria o meu ano e que eu deveria simplesmente aproveitar meu tempo em quadra. Estou aproveitando. Adoro disputar essas grandes finais e mal posso esperar por domingo”, afirmou.

A nova chance em Flushing Meadows terá também um cenário bem diferente. Zverev disputou a decisão de 2020 com as arquibancadas vazias e agora terá a Arthur Ashe lotada contra um tenista da casa. “Acho que será uma sensação fantástica jogar uma final em uma Arthur Ashe lotada e não em uma vazia”, destacou.

O alemão enfrentará quem vencer entre Ben Shelton e Frances Tiafoe. “Acho que será incrivelmente especial. Esses dois caras são os favoritos da torcida aqui em Nova York, todo mundo gosta deles. Espero conseguir impedir que o sonho americano se torne realidade no domingo”, completou.

Mesmo ciente de que terá torcida contra na final de domingo, o alemão tem motivos para manter o otimismo. Diante de Shelton, oitavo cabeça de chave, Zverev está invicto com cinco triunfos. Já sobre Tiafoe, 11º pré-classificado do torneio, ele conta com ampla vantagem de nove vitórias em dez encontros realizados.