São Paulo (SP) – Depois de conquistar o bicampeonato de duplas no SP Open, Luísa Stefani fez questão de valorizar o apoio recebido da torcida brasileira ao longo de toda a semana no Parque Villa Lobos. Por conta da chuva no último domingo, Stefani e canadense Gabriela Dabrowski só puderam disputar a final e receber o troféu na manhã desta segunda-feira na capital paulista.

“É super especial defender um título aqui. É sempre um prazer jogar em casa e trazer minhas parceiras, tanto a Timea [Babos] ano passado, quando a Gaby agora. Não é sempre fácil, tem desafios, são muitas responsabilidades, e vindo do US Open. Mas é uma semana que faço questão de vir e entregar tudo que tenho”, afirmou Stefani, após a vitória contra as norte-americanas Anna Rogers e Allura Zamarripa, com parciais de 6/3, 3/6 e 10-7.

“Meu corpo sentiu um pouco as mudanças no clima, mas a torcida, a organização e o carinho que recebo são a maior motivação e inspiração. Gosto muito de retribuir e estar perto é uma sensação diferenciada. Feliz de terminar mais um torneio com um título”, acrescentou a paulista de 29 anos, que chegou ao quarto título da temporada com Dabrowski.

“Não foi na quadra central, sabíamos que não estaria tão cheio quanto no domingo, mas foi perfeito. Super difícil jogar aqui em São Paulo pelo clima, pela altitude, hoje com vento, a sensação é diferente de jogar em casa”, complementou a vencedora de 17 torneios no circuito da WTA.

A duplista número 3 do mundo também falou sobre a importância de mais torneios no Brasil para fomentar o esporte para as novas gerações. “Na América do Sul, sempre tem choro nas finais, porque nós fazemos um esforço imenso para chegar aqui. Ter um WTA 250 no Brasil faz muita diferença para o tênis da região. É um passo grande de transformação para aproximar o tênis profissional das próximas gerações. Não é só sobre o resultado, é muito maior que isso”.

A parceira Gabriela Dabrowski, que voltou a jogar no Brasil depois de dez anos, mas pela primeira vez ao lado de uma tenista da casa, também comemorou a experiência e agradeceu pelo apoio durante o torneio.

“Nós sentimos o apoio mesmo quando não estamos aqui, quando estamos no exterior. Foi muito bom viver isso pessoalmente, é um privilégio. Adoro como a cultura brasileira respeita os seus esportistas e todo o esforço que eles fazem”, declarou a canadense. “Ganhando ou perdendo, eles comparecem. É muito legal jogar com a torcida do seu lado. Criamos memórias muito bonitas essa semana. Foi o mais próximo que vivi de uma segunda casa”.