Montréal (Canadá) – Esperança da torcida canadense no Masters 1000 de Montréal, Denis Shapovalov acredita que vive um momento muito melhor do que o seu atual ranking sugere. Após ficar com o vice-campeonato em Los Cabos, onde defendia o título na última semana, o número 43 do mundo garantiu ter recuperado a confiança com a boa campanha no México.
Em entrevista antes de estrear diante do norte-americano Zachary Svajda, o ex-top 10 disse que está livre da série de problemas físicos que atrapalharam sua temporada. Ele ainda destacou que o circuito está muito aberto e apontou apenas Jannik Sinner e Carlos Alcaraz como os únicos tenistas em um patamar acima dos demais.
Sobre a campanha no México, Shapovalov disse que sentiu apenas o cansaço na reta final do torneio, ao perder a decisão para o jovem francês Arthur Gea.
“Foi uma grande semana. Fiquei sem energia no fim, mas disputei grandes partidas depois de voltar de lesão. Quando você vai longe em um torneio, sabe que provavelmente compromete a preparação para o seguinte. Faz parte da vida no circuito”, ponderou.
O canadense comentou sobre a fase complicada que encarou após o Masters 1000 de Miami, em março. “Tive muitos problemas físicos neste ano. Desde Miami, tem sido uma temporada muito complicada para o meu corpo. O mais importante foi voltar a me sentir bem em quadra. Queria disputar o maior número possível de partidas, recuperar meu tênis e voltar a competir. Consegui tudo isso”, assegurou.
Shapovalov também minimizou a atual posição no ranking e disse confiar que pode voltar a enfrentar os principais nomes do circuito em igualdade de condições. “O ranking não é minha prioridade neste momento. O importante é estar saudável, jogar um bom tênis e recuperar o meu melhor nível. Minha classificação provavelmente não deveria ser essa. Posso vencer grandes jogadores”, garantiu.
O atleta de 27 anos vê muito equilíbrio na ATP atualmente e fez questão de exaltar como os líderes do ranking são diferenciados. “Hoje em dia qualquer um pode vencer qualquer um, talvez com exceção de Sinner e Alcaraz. Os demais jogadores são muito competitivos entre si, então não penso muito em enfrentar cabeças de chave”, afirmou o canhoto.
Shapovalov também relembrou a campanha que o colocou em evidência, justamente em Montréal, em 2017, quando atingiu as semifinais. Ele ratificou que amadureceu bastante desde então e espera contar com o apoio da torcida.
“Sou um jogador completamente diferente. Hoje o tênis exige muito mais versatilidade. É preciso defender melhor, variar alturas, usar deixadas e construir os pontos. Também devolvo muito melhor e leio mais o jogo do que antigamente”, avaliou o canadense.
