Londres (Inglaterra) – O ex-número 1 do mundo Andy Murray admitiu que sentiu vontade de voltar às quadras de tênis somente em duas ocasiões desde sua aposentadoria, mas insistiu que não sente falta de competir no mais alto nível.

“Não tenho interesse. Desde que parei, foram apenas duas as vezes em que pensei: ‘seria bom jogar’. Uma delas foi quando eu estava trabalhando com Novak (Djokovic) e ele estava jogando contra (Carlos) Alcaraz nas quartas de final do Australian Open”, disse ele em entrevista ao The Sports Agents.

“Aquele jogo (vitória de Djokovic nas quartas de final em quatro sets) foi incrível. Atmosfera inacreditável. Foi muito legal ter a oportunidade de jogar naquele ambiente e contra ele. Foi uma experiência única”, acrescentou o britânico.

O segundo momento em que ele teve vontade de voltar a jogar foi no ano seguinte à sua parada. “Eu estava dirigindo por Wimbledon alguns dias antes do torneio porque tinha um compromisso comercial lá. Passei em frente ao local e pensei: ‘Nossa, seria legal estar jogando’”.

Apesar das duas vezes, Murray garante que foram casos isolados. “Não tenho mais motivação para sair e bater bolas de tênis. Não sinto falta disso e estou muito feliz por isso, porque sinto que muitas pessoas querem que você diga algo diferente ou que sinta muita falta do esporte”, comentou.

“Quando você termina algo em que investiu tudo por 20 a 25 anos, é ótimo poder se afastar e não ter aquela sensação de que preciso ir jogar tênis ou que sinto muita falta de estar envolvido neste evento. Estou feliz por estar em casa com minha família e meus filhos. E isso me basta”, finalizou Murray.