A paulista Gabriela Carvalho conquistou a primeira edição do SP Open Rising Stars, torneio que reuniu oito jovens promessas brasileiras de até 14 anos. Ela venceu a catarinense Martina Passold na final por duplo 6/0 e ganhou uma vaga no prestigiado torneio Eddie Herr, torneio J300 que será disputado na IMG Academy, nos Estados Unidos, em novembro. A tenista também terá passagem e hospedagem pagas para participar da competição.
O título conquistado nas quadras do Parque Villa Lobos também premia a boa temporada da jovem paulista, que defendeu o Brasil no Sul-Americano e Mundial da categoria, além de ter sido vice-campeã da Copa Cosat nas quadras de grama de Bragança Paulista, classificando-se para seu primeiro Grand Slam, em Wimbledon.
“Acho que está sendo um ano muito bom, com várias oportunidades. Estou podendo crescer como alteta, pegando experiência com as meninas e aprendendo com elas”, disse Gabriela Carvalho a TenisBrasil na última sexta-feira. “Faz bastante tempo que não jogo na quadra rápida, quase um ano, mas pude treinar um pouco antes de vir pra cá. Tive um frio na barriga no primeiro jogo do torneio, mas depois foi passando. Foi uma experiência bem legal estar junto com as atletas profissionais”.
Ao longo da semana, a Gabriela acompanhou treinamentos de Paula Badosa e Luísa Stefani e também aproveitou a oportunidade de ver de perto a ex-número 1 do mundo Maria Sharapova, que visita o WTA 250 de São Paulo neste fim de semana. Outra fonte de inspiração é Coco Gauff, atual quarta colocada no ranking e vencedora de dois títulos de Slam.
“Jogar em Wimbledon é outra coisa, não tem nem comparação. É outro mundo ali. Foi muito legal estar lá com os atletas e poder ver eles treinando. Gosto da Coco Gauff, que foi uma das jogadoras que eu mais vi. E eu pude vê-la se aquecendo e batendo bola do meu lado”.
Também vi o [Jannik] Sinner, que eu gosto bastante, treinando. Uma ótima experiência. Gostei muito de jogar na grama”, acrescentou a paulista, que também se espelha na nova lideração brasileira. “Também estou me inspirando bastante na Victória e a Naná, porque eu posso vê-las mais vezes, quando vou para um ITF. Também conversei com elas em Wimbledon”.
Na última semana, a jovem paulista fez sua melhor campanha em um torneio da categoria 18 anos, chegando à semifinal do J60 de Concepción, em quadras de saibro no Chile. Com isso, fez 18 de seus atuais 37 pontos no ranking, ocupando a 1.704ª colocação. Foi a oportunidade para que ela pudesse enfrentar jogadoras mais velhas: “Eu já conhecia algumas delas de torneios sul-americanos do ano passado, mas acho que foi uma boa experiência. Joguei com meninas muito boas e pude crescer bastante nesse torneio. Fiz jogos duros que eu consegui enfrentar e vencer”.
“As expectativas são bem altas agora que eu comecei a jogar o circuito da ITF. O objetivo é crescer bastante no ranking e logo logo poder disputar os Grand Slam como foi em Wimbledon”, explicou a tenista, que é treinada pelo pai, Paulo Carvalho, em Campinas, e conta com patrocinadores a Lupo Sports, K-Swiss e a Head Internacional e a bolsa esportiva de Paulínia. “Meu pai é meu treinador desde pequena. Ele está sempre comigo nos torneios que estou representando o Brasil, sempre me apoiando”.
Vice-campeã, Martina Passold também valorizou a oportunidade de jogar nas quadras de um torneio da WTA: “Foi muito proveitoso, gostei bastante. A gente conseguiu ficar do lado de várias tenistas muito boas, que eu admiro bastante. A semana foi bem boa, foi muito legal”, comentou, falando à organização do torneio.
