Paris (França) – Após cair diante de sua torcida, Arthur Fils não procurou desculpas para a derrota diante de Taylor Fritz nas oitavas de final do Masters 1000 de Paris. O francês descartou qualquer problema físico e reconheceu que o norte-americano foi superior durante toda a partida.
“Pergunta difícil logo de cara. Não, não estou lesionado. Ele simplesmente foi melhor do que eu. Não me senti confortável em quadra porque ele me fez sentir assim. Acho que fez uma partida muito boa. Parabéns a ele”, respondeu Fils, de 22 anos, ao ser questionado sobre seu aparente desconforto durante o confronto.
O francês admitiu que teve poucas oportunidades diante do saque de Fritz, que não enfrentou um único break-point durante a partida. Ainda assim, esperava ter alguma chance de reagir, especialmente por se tratar de um jogo em quadra coberta.
Arthur Fils is a class act ❤️
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“Foi muito, muito complicado. Mas, afinal, estamos jogando em quadra coberta, então achei que, em algum momento, poderia ter uma oportunidade. No geral, não é que eu tenha jogado mal. Ele simplesmente jogou melhor. Sacou melhor, devolveu melhor. No fim das contas, foram duas quebras de saque. Não há muito o que dizer”, reconheceu.
Fils também comentou a velocidade da quadra parisiense, que considerou acima do habitual. Admitiu algumas falhas, mas disse que ainda precisava analisar a partida com sua equipe.
“Houve vários pontos em que fiquei muito na defensiva, mas é uma quadra dura extremamente rápida. Já não estamos acostumados a jogar em condições tão rápidas. Eu poderia ter devolvido melhor o segundo saque e usado melhor minha direita. Mas ainda é um pouco cedo. Preciso conversar com minha equipe. Ainda não analisamos a partida, então preciso falar com eles para identificar os pontos em que posso melhorar”, explicou.
Two generations of French Players 🇫🇷
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O francês também elogiou o compatriota Luca Van Assche, que superou o italiano Lorenzo Musetti e alcançou as quartas de final do torneio. Os dois se conhecem há muitos anos, e Fils não se surpreendeu com o resultado.
“Não estou surpreso. Ele sempre foi um bom jogador. No ano passado, caiu um pouco no ranking, mas conseguiu se recuperar. Tem muitas qualidades e mostrou isso hoje, numa partida longa contra Musetti. Parabéns a ele, fico feliz. Talvez tenhamos um francês na semifinal, quem sabe na final e, por que não, um campeão francês”, afirmou.
Van Assche enfrenta nesta sexta-feira o norte-americano Ben Shelton, cabeça de chave 3, por uma vaga na semifinal. Já Fritz terá pela frente o espanhol Carlos Alcaraz, em confronto previsto para não antes das 15h (de Brasília).
