Shenzhen (China) – Primeiro país a se classificar para as semifinais da Billie Jean King Cup, a República Tcheca levou uma equipe forte para a semana decisiva da competição em Shenzhen. O grupo tem entre os destaques as top 10 Linda Noskova e Karolina Muchova, campeã e vice de Wimbledon, além da número 1 de duplas, Katerina Siniakova.
Mas quem abriu o confronto nesta terça-feira foi Marie Bouzkova, 26ª do ranking, que precisou de três sets e 2h59 para vencer Sonay Kartal. E na sequência, foi a vez de Linda Noskova, campeã de Wimbledon e número 6 do mundo, definir a série com 6/2 e 7/6 (7-3) contra Katie Boulter. As tchecas, que também contam com a jovem Sara Bejlek, agora esperam as vencedoras do confronto entre Espanha e Cazaquistão, que acontece nesta quarta-feira.
Apesar da posição de destaque no ranking, Noskova não dá importância aos rankings em uma competição por equipes. “Eu não olho para os números dessa maneira. Não estamos jogando apenas no individual. É uma competição por equipes e não importa qual é o ranking de cada uma. Trabalhei o ano inteiro para chegar onde estou, mas aqui cada ponto de cada partida conta”, explicou.
A República Tcheca é o segundo país com maior número de títulos na competição, com 11 no total, atrás apenas dos Estados Unidos, com 18 conquistas. Mas depois de dominarem a competição na década passada, com seis títulos e até mesmo um tricampeonato entre 2014 e 2016, as tchecas não são campeãs desde 2018. “A visão é vencer, obviamente. Caso contrário, não estaríamos aqui. Todas querem ganhar. É um torneio muito competitivo, com grandes jogadoras em cada país, e nunca é fácil”, afirmou a número 6 do mundo.
A capitã Barbora Strycova explicou que a escolha de Bouzkova e Noskova para os dois jogos de simples levou em conta o desempenho nos treinamentos e nos dias que antecederam o confronto. “Nós nos reunimos como equipe e discutimos quem estaria jogando melhor. Eu vi a Marie jogando muito bem nesta semana e nos dias anteriores. A escolha veio depois de conversarmos com as jogadoras e com os integrantes da equipe”, contou.
Contra Boulter, Noskova ainda teve o saque como principal arma e disparou 15 aces. “É sempre muito importante poder contar com meu saque, especialmente em partidas difíceis e contra alguém que também saca bem. Quando o jogo é equilibrado, você sempre aproveita os pontos de graça que consegue com o serviço”, explicou. Sobre a quantidade de aces, foi direta: “Eu estava focada principalmente em mim e no que sei que funciona para o meu jogo. Treino muito o saque, então é por isso”.
Strycova também evitou assumir o papel de favorita. “Definitivamente não estamos pensando que somos as favoritas. Em uma competição por equipes como a Billie Jean King Cup, qualquer uma pode jogar bem e estar em grande forma. Jogar pelo seu país e pelas pessoas em casa é diferente. Você pode jogar um tênis incrível mesmo sem estar se sentindo tão bem”, afirmou.
Do outro lado, a capitã britânica Anne Keothavong reconheceu a dificuldade do confronto e elogiou suas duas jogadoras. Kartal fazia sua primeira partida em seis meses e, segundo a capitã, apresentou um bom nível diante de Bouzkova. “Ela deu tudo o que tinha e não tenho nenhum arrependimento pela minha decisão. E a Katie jogou com muito coração. Teve um começo difícil, mas conseguiu entrar na partida e estava enfrentando uma campeã de Wimbledon. Para as duas jogadoras, era preciso apresentar o melhor nível e também contar com um pouco de sorte. Não posso criticar o esforço delas”, afirmou.
Keothavong apontou ainda a equipe tcheca como a principal favorita ao título. “É claro que gostaríamos de ter vencido, mas precisamos manter a perspectiva”, disse. “Acho que as tchecas são a equipe mais forte aqui. Ficaria surpresa se elas não fossem até o fim e vencessem esta competição”, avaliou Keothavong.
