Toronto (Canadá) – Derrotada na terceira rodada de Wimbledon, a norte-americana Amanda Anisimova não conseguiu defender o vice no All England Club e agora tenta se recuperar no WTA 1000 de Toronto, onde já está nas oitavas de final. Na última quinta-feira, ela teve trabalho com a tcheca Nikola Bartunkova, precisando buscar a virada para avançar.

“Sabia que seria muito difícil jogar contra ela. Além disso, nunca tínhamos nos enfrentado. Sei que ela é muito habilidosa, vive uma ótima temporada e tem um futuro brilhante pela frente. Com o seu estilo de jogo, torna a vida dos adversários muito difícil”, comentou Anisimova, destacando a rival de 20 anos.

“Estava muito ansiosa para entrar em quadra e jogar. Cheguei aqui bem cedo, então já estou aqui há um tempo”, disse a norte-americana, que fez contra Bartunkova seu primeiro jogo no torneio, uma vez que saiu adiantada na chave e ainda contou com desistência da tailandesa Lanlana Tararudee na estreia.

Anisimova reconheceu que a falta de ritmo foi um fator. “Não é fácil entrar em quadra e jogar a primeira partida quando seus adversários já jogaram duas vezes. Eu sei que preciso encontrar meu ritmo e reencontrar meu jogo nas quadras, já que faz um tempo que não jogo um torneio”, analisou.

Em uma temporada marcada por lesões, perdendo quase toda a temporada de saibro, Anisimova tenta agora apenas reencontrar seu jogo. “Sinto que foi um ano muito longo. Estou tentando reencontrar o prazer em quadra. Acho que o mais importante para mim hoje foi me sentir eu mesma novamente. Eu estava sentindo falta disso nos últimos meses”.

Uma das formas para conseguir se reencontrar foi o retorno do treinador Rick Vleeshouwers ao time. “Já mencionei os motivos da nossa separação. É, eu sentia falta do que tínhamos no ano passado, daquela energia e daquela conexão que tínhamos”, comentou a atual número 10 do mundo.

“Acho que essa pausa foi boa, pois tivemos um pouco de espaço e conseguimos aprender com o que deu errado no final. Eu assumo grande parte da responsabilidade por isso. Acho que o fato de termos tido algum espaço e algum tempo separados realmente nos ajudou”, disse a norte-americana de 24 anos, que agora enfrentará a ucraniana Elina Svitolina.