Paris (França) – Semifinalista do Masters 1000 de Paris pela primeira vez na carreira, Carlos Alcaraz destacou a difícil virada desta sexta-feira diante de Taylor Fritz. Depois de salvar dois match-points, o espanhol encontrou confiança na lembrança da final de Roland Garros do ano passado, quando também esteve perto da derrota contra Jannik Sinner, e na energia da torcida francesa para garantir a vitória.

O ex-número 1 do mundo e atual terceiro colocado tem 28 títulos de ATP, quatro deles neste ano, e busca a 38ª final da carreira e a sétima de 2026. Com oito títulos e dois vices em Masters 1000 na carreira, Alcaraz enfrenta o norueguês Casper Ruud na semifinal deste sábado, às 13h (de Brasília).

“Esta partida me lembrou um pouco a final de Roland Garros do ano passado”, afirmou Alcaraz, em referência à vitória sobre Sinner, quando salvou três match-points antes de conquistar seu quinto título de Grand Slam. Desta vez, diante de Fritz, o espanhol também precisou reagir no fim do segundo set e vencer por 6/7 (10-12), 7/5 e 6/3. “Em alguns momentos me vi perdido, mas também percebi que poderia virar”.

O norte-americano chegou a sacar para fechar o jogo em 5/4 e teve chances de match-point. Alcaraz, porém, decidiu manter sua postura agressiva. “Era hora de fazer o que precisava. Se eu perdesse, tudo bem, mas não queria sair com a sensação de que poderia ter feito mais ou de que deveria ter escolhido uma opção mais agressiva, que é como gosto de jogar”, explicou.

Alcaraz também elogiou o adversário, que considera especialmente perigoso nas rápidas condições de Paris. “É muito difícil enfrentar Taylor nesta superfície. Ele bate na bola de forma bastante chapada, se sente confortável e consegue ser muito agressivo”, analisou o espanhol, que marcou sua sétima vitória em oito jogos contra o norte-americano.

A torcida teve papel importante na reação. “O apoio que recebi hoje foi incrível. Como disse depois da primeira rodada, sentia falta de jogar em Paris e agora entendo o motivo”, afirmou. O espanhol reconheceu que estava nervoso quando Fritz sacou para a vitória, mas disse que a energia dos fãs o ajudou a se sentir mais confortável. “A principal razão pela qual consegui a virada foi todo esse apoio. Estou muito orgulhoso e agradecido pelo que senti hoje”.