Indian Wells (EUA) – Adversárias na rodada de estreia do WTA Finals, as norte-americanas Coco Gauff e Jessica Pegula se enfrentam no próximo domingo, em Indian Wells. Será o 11º encontro entre elas, com cinco vitórias para cada lado. Gauff venceu o confronto mais recente, na final de Cincinnati.

Gauff e Pegula estão no mesmo grupo de Elena Rybakina, líder do ranking mundial e atual campeã do Finals, e Linda Noskova, estreante na competição e vinda de título em Wimbledon. A cazaque e a tcheca abrem a competição às 17h (de Brasília), com as norte-americanas duelando na sequência.

Aos 22 anos, Gauff disputa o Finals pela quinta temporada consecutiva e já conhece o caminho do título. Ela foi campeã em 2024, quando a competição também foi realizada em Riad. A norte-americana reconhece que enfrentar uma adversária tão conhecida torna a estreia ainda mais complicada.

“Quando você joga tantas vezes contra a mesma pessoa, o confronto fica mais difícil. É preciso aproveitar seus pontos fortes, sabendo que a outra também vai fazer ajustes”, explicou. Para ela, o aspecto mental ganha ainda mais importância: “As duas tentam fugir dos próprios padrões, porque sabem que a adversária os conhece”.

A atual quarta colocada do ranking também destacou a satisfação por estar entre as oito melhores do mundo por mais uma temporada. “Às vezes, quando você está vivendo tudo isso, não percebe a dimensão da conquista. Depois olha as fotos e pensa: ‘Uau, estou aqui’. Eu cresci assistindo a esse torneio”, afirmou.

Pegula também espera um duelo exigente e elogiou o nível apresentado por Gauff nos encontros deste ano, em Wimbledon e na final de Cincinnati. “Senti que ela jogou em altíssimo nível nas duas ocasiões”, avaliou. A experiente jogadora de 32 anos acredita que o fato de ser uma partida de estreia pode influenciar, já que Gauff costuma crescer conforme avança na competição.

“Quando ela ganha ritmo ao longo de um torneio, sinto que joga ainda melhor. Mas nunca se sabe o que vai acontecer. Conhecemos muito bem o jogo uma da outra e será interessante ver como vamos reagir às mudanças da adversária”, avaliou a finalista de 2023.

Sobre as condições de jogo em Indian Wells, a número 5 do mundo observou que as quadras estão um pouco mais rápidas do que em edições anteriores. A mudança, segundo ela, foi positiva.

“Achei que antes era muito lento e desgastante, especialmente pela transição para Miami, que tem quadras bem mais rápidas. Gostei de terem acelerado um pouco. Não ficou extremamente veloz, mas está mais rápido”, explicou. A norte-americana também comentou a troca das bolas Dunlop, utilizadas no torneio em março, pelas Wilson nesta edição. “Nunca tinha jogado aqui com as Wilson, então foi algo a que precisamos nos acostumar. Mas elas estão se comportando bem e parecem semelhantes às que usamos no início do ano”.