Pequim (China) – Classificado para as quartas de final do ATP 500 de Pequim, Alexander Zverev já está de olho no grande desafio deste domingo. Depois de vencer o chinês Juncheng Shang em apenas 56 minutos, o alemão falou sobre o reencontro com Novak Djokovic e reconheceu que a partida também terá peso importante em sua busca pela liderança do ranking mundial.
“Não é segredo que é um objetivo. Neste momento, estou pensando no Djokovic amanhã. Novamente, é um dos desafios mais difíceis que você pode ter no esporte, jogar contra ele em uma quadra dura”, afirmou o número 2 do mundo.
Sascha destacou a qualidade do sérvio e lembrou que Pequim é um torneio em que o rival costuma se sentir confortável. Nole nunca perdeu um jogo sequer na capital chinesa e acumula 31 vitórias em 31 jogos, com seis títulos conquistados por lá. “É emocionante para mim, sem dúvida. É uma quadra que ele adora jogar e está jogando muito bem. Estou muito ansioso para enfrentar esse desafio. Mal posso esperar por isso.”
Apesar de reconhecer a importância da disputa pelo topo do ranking, Zverev procurou manter a atenção concentrada no confronto de domingo. “Eu sei pelo que estou jogando e sei que estou muito motivado. Mas, novamente, amanhã tenho um enorme desafio e esse é o meu foco”, afirmou.
Zverev explica mudança em seu tênis
O alemão também falou sobre a transformação que promoveu em seu jogo nesta temporada. Segundo Zverev, ele e sua equipe decidiram mudar sua abordagem no fim do ano passado, mesmo sabendo que o processo poderia trazer dificuldades inicialmente.
“Acho que redefini um pouco meu tênis no fim do ano passado. Falei abertamente sobre isso. Sentei com minha equipe e dissemos que neste ano jogaríamos um tênis diferente, e funcionou bem. No começo do ano perdemos algumas partidas que não deveríamos ter perdido, mas sabíamos que esse era o preço que teríamos de pagar. Estou feliz por termos dado esse passo”, explicou.
Por fim, Zverev comparou o tênis atual com o que encontrou quando chegou ao circuito, há cerca de uma década. Para ele, o esporte não piorou, mas mudou bastante com a evolução tecnológica. “Pior, certamente não. Sinto que tudo evolui. Os seres humanos evoluem, os esportes evoluem, a tecnologia evolui. Tudo evolui”, afirmou.
Na avaliação do alemão, raquetes, cordas, superfícies e bolas contribuíram para deixar o jogo mais veloz e potente. “Há dez anos, o tênis era muito mais tático. Você precisava pensar em como jogar. Agora sinto que tem muito mais a ver com potência. Quem bate melhor de direita e de esquerda vai ganhar a maioria das partidas. Sinto que isso é algo que mudou”, completou.
