Nova York (EUA) – Com atuação sólida, Alexander Zverev confirmou a condição de principal cabeça de chave e vai decidir o título do US Open pela segunda vez após seis anos. Nesta sexta, o alemão derrotou o russo Karen Khachanov em sets diretos, com parciais de 6/3, 7/6 (9-7) e 7/6 (8-6), após 2h58 de confronto.
Zverev aguarda por quem passar do embate 100% norte-americano envolvendo o canhoto Ben Shelton, oitavo pré-classificado, e Frances Tiafoe, 11º mais bem cotado ao título. Eles se enfrentam no complemento da rodada desta sexta-feira. O alemão está invicto contra Shelton, com cinco triunfos, e tem ampla vantagem de 9 a 1 diante de Tiafoe.
O germânico chega à sexta final de Grand Slam da carreira e à segunda em Nova York. Em 2020, ele esteve perto de conquistar seu primeiro título deste porte, mas levou dura virada do austríaco Dominic Thiem, quando chegou a abrir dois sets de vantagem, levou o empate e sacou para o jogo na parcial decisiva.
A final ainda aproxima Zverev de um objetivo inédito na carreira, de chegar ao número 1 do mundo. O alemão iguala Jannik Sinner na pontuação da corrida para o ATP Finals de Turim, com 7.950 pontos, e leva vantagem nos critérios de desempate. Caso conquiste o título no domingo, abrirá 700 pontos sobre o italiano na classificação da temporada.
O número 2 do mundo consolida em 2026 a sua melhor campanha. Semifinalista no Aberto da Austrália, ele conquistou seu primeiro título de Grand Slam em Roland Garros e, na sequência, foi vice-campeão em Wimbledon, seu resultado de maior destaque na grama.
Zverev se torna apenas o sétimo jogador neste século a disputar três finais consecutivas de Grand Slam. Antes dele, Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic, Andy Murray, Jannik Sinner e Carlos Alcaraz conseguiram o feito. Ele também é um dos nove homens na Era Aberta que alcançaram semifinais dos quatro Grand Slam em uma mesma temporada.
Aos 29 anos, Zverev chega à sexta final de Grand Slam e fica atrás apenas de Boris Becker entre os alemães, com dez decisões. Zverev também amplia para 24 o recorde de vitórias de um tenista de seu país em Grand Slam na mesma temporada, com Becker aparecendo em segundo, com 22 triunfos em 1989. O cabeça de chave 1 do US Open soma 52 vitórias no circuito em 2026.
A campanha em Flushing Meadows começou de forma preocupante, com duas partidas longas e decididas em cinco sets. Zverev precisou de 9h26 para superar Lorenzo Sonego e Quentin Halys, terceiro maior tempo registrado por um jogador para chegar à terceira rodada de um Grand Slam desde 1999.
Após os sustos iniciais, o cabeça de chave 1 embalou e prevaleceu em sets diretos contra o chileno Alejandro Tabilo, o italiano Luciano Darderi e o holandês Botic van de Zandschulp. Este foi o sétimo triunfo de Zverev sobre Khachanov em dez encontros realizados.
Zverev salva set-points e é mais sólido da base
Embora tenha avançado em sets diretos, o alemão teve trabalho para lidar com a potência do russo. No primeiro set, o alemão anotou quebra solitária no nono game, para depois confirmar o saque.
Já na segunda parcial, Zverev abriu 2/0 de vantagem, mas viu o ex-top reagir e levar o confronto para o tiebreak. Com muita tensão dos dois lados, o favorito só conseguiu fechar no terceiro set-point que teve à disposição, após sequência de erros do adversário.
O terceiro set teve domínio dos sacadores, sem qualquer chance de quebra. No desempate, Khachanov aproveitou dois mini-breaks e chegou ao set-point com saque em 6-4. Sem esmorecer, Zverev arriscou mais e ganhou os quatro pontos seguintes para avançar.
