Cincinnati (EUA) – Alçado ao posto de cabeça de chave 1 no Masters 1000 de Cincinnati após as ausências de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, o alemão Alexander Zverev reconheceu que sua responsabilidade no torneio ficou mais alta e espera poder jogar melhor do que conseguiu em Montréal, onde não passou da estreia.
“Acho que mudou um pouco, especialmente sem Jannik aqui. Ele ganhou todos os Masters que jogou esse ano. Mas, para mim, não mudou tanto, ainda quero competir contra os melhores. E espero jogar um tênis melhor do que eu mostrei no Canadá”, analisou o atual número 3 do mundo.
Questionado sobre o calendário atual, com muitos jogadores priorizando apenas um dos dois Masters 1000 antes do US Open, Zverev foi direto ao apontar o que acredita ser a motivação para isso. “Eu acho que é o que os eventos de duas semanas fazem”, falou o alemão
“Especialmente se houver um Slam vindo depois disso. Se você joga tudo e é um dos principais do circuito, passa sete semanas aqui na América do Norte. Isso é bastante tempo. Eu acho que é por isso que muitos jogadores do topo escolhem não jogar no Canadá por vários anos agora. E infelizmente, essa é a realidade”, resumiu Zverev.
A resolução para esse problema é bastante simples. “Basta voltar a ser como sempre foi (torneios de uma semana). Eu acho que é uma resolução fácil”, afirmou o germânico, deixando implícita a defesa aos Masters 1000 voltarem a ser disputados em apenas uma semana.
Transição para a quadra dura
Depois de revelar ter dificuldades na transição da dura para o saibro, Zverev também falou que há um trabalho em sair da grama para o piso sintético. “Também é uma mudança difícil para mim, porque a bola pula muito mais alto”, analisou.
“E eu nunca joguei tanto tempo na grama, então eu nunca me acostumei tanto com a superfície como fiz esse ano. Joguei quase duas semanas mais do que eu normalmente faço. Então, sim, há algumas mudanças para serem feitas. Eu não joguei bem no Canadá, não me senti bem com a bola lá”, acrescentou Zverev.
Confiança em Djokovic
Atual número 5 do mundo, o sérvio Novak Djokovic estará de volta ao circuito em Cincinnati e Zverev acredita que ele ainda pode jogar em alto nível por muito mais tempo. “Eu acho que Novak, se ele quiser, poderia ficar no top 5 por mais três ou quatro anos”, comentou o alemão de 29 anos.
“Se ele planejar o calendário e tiver como objetivo ficar no top 5, ele provavelmente conseguiria porque joga um ótimo tênis. Mas entendo que seja mais difícil para ele, como falou em Wimbledon, jogar partidas seguidas em Grand Slam com melhores de cinco sets contra os principais jogadores do circuito”, acrescentou.
