Nova York (EUA) – Único campeão de Grand Slam entre os quatro semifinalistas do US Open, o alemão Alexander Zverev reconhece que o título conquistado meses atrás em Roland Garros pode deixá-lo mais confiante, mas garante que quem vencerá o torneio será aquele que jogar o melhor tênis nas últimas duas rodadas.

“Acho que quem vai ganhar aqui é quem jogar o melhor tênis. Às vezes é tão simples quanto isso. Sim, há nervosismo e tem um monte de coisas passando pela sua cabeça quando você tenta ganhar seu primeiro Slam. Eu já estive nessa situação, já tive todos os pensamentos possíveis que você pode imaginar”, disse o alemão.

“Mas acho que, no fim das contas, o bom tênis prevalecerá e veremos quem será o vencedor na sexta-feira e também no domingo”, acrescentou Zverev, que derrotou o holandês Botic van de Zandschulp em sets diretos e terá agora pela frente o russo Karen Khachanov.

O cabeça de chave número 1 do torneio conhece Khachanov desde o juvenil e destacou o trabalho duro do russo. “Ele está nas quadras de treino mais do que a maioria das pessoas, está sempre buscando soluções, tentando encontrar novas maneiras de melhorar. Tem um ótimo treinador, que eu conheço e está com ele desde o juvenil”, disse Zverev.

“Isso eu respeito muito, quando as pessoas trabalham juntas por muito tempo e percorrem um longo caminho juntas”, acrescentou o atual vice-líder da ATP, que enfrentará Khachanov pela 10ª vez, tendo vencido seis e perdido três, com destaque para a final olímpica nos Jogos de Tóquio, onde o alemão levou a medalha de ouro.

O alemão garante ter enorme respeito por Khachanov e espera por uma grande batalha na sexta-feira. Ele também contou o apelido que o russo tem nos bastidores. “Na verdade, nós o chamamos de “’O Professor’, porque ele sabe tudo sobre tênis, conhece a tensão de cada corda, sabe o que todo mundo faz, então é bem divertido”.

Sobre a partida em si, Zverev acredita que quem dominar os ralis do fundo da quadra e for mais agressivo provavelmente terá um resultado melhor. “Nossos estilos de jogo são bastante parecidos, de certa forma, já que somos dois caras altos que tentam dominar do fundo da quadra. Então, quem conseguir fazer isso melhor, acho que vai ganhar”.

Confiança pode ser passageira

Embora saiba que a confiança possa fazer diferença, o único campeão de slam ainda com chances explica que isso é transitório. “Sei que no tênis tudo pode mudar num piscar de olhos. Acho que a confiança é algo incrivelmente importante, mas também pode desaparecer muito rapidamente”, ponderou o germânico.

“Descobri isso depois de Wimbledon, onde não joguei bem durante os dois torneios nas quadras duras, e depois a recuperei aqui. Mas sim, quanto mais vezes você chega a esse estágio, mais normal isso se torna, o que é algo que você nunca deve considerar garantido. Acho que é uma sensação muito especial quando isso se torna normal”, finalizou.