Pequim (China) – Qinwen Zheng completa 24 anos nesta quinta-feira vivendo um momento especial no WTA 1000 de Pequim, já classificada para as quartas de final. Ex-número 4 do mundo, a chinesa tenta recuperar espaço entre as principais jogadoras do circuito e diz estar em busca de se reinventar após passar por momentos complicados na carreira.

“Estou tentando ser melhor do que minha antiga versão. Tento evoluir, descobrir uma nova versão. Como sempre disse, fiz coisas muito boas quando tinha 21 anos, mas aquela não era minha melhor performance. Sinto que ainda há muito mais dentro de mim que posso fazer”, afirmou a campeã olímpica.

A chinesa acredita que a maturidade pode ajudá-la. “Mentalmente também estou mais estável do que antes. Quando era mais jovem, era muito emotiva”, comentou após a vitória desta quarta-feira.

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Depois de chegar ao quarto lugar do ranking, Zheng sofreu com uma grave lesão no cotovelo direito e passou por cirurgia em julho de 2025. A tentativa de retorno em Pequim naquele ano foi precipitada e ela encerrou a temporada logo depois. Em 2026, chegou a despencar para a 160ª colocação.

A recuperação ganhou força no US Open. Vinda do qualificatório, chegou às quartas depois de salvar match-point e virar uma partida em que perdia o terceiro set por 5/0 contra a norte-americana Madison Keys. Na rodada seguinte, eliminou a polonesa Iga Swiatek antes de parar diante da eventual campeã, a cazaque Elena Rybakina.

Fought through in three 💪

Zheng Qinwen defeats Charaeva for a place in the last eight in Beijing!

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Agora 54ª do mundo e subindo provisoriamente para a 42ª colocação, Zheng evita comparações com o passado. “A cada ano estou evoluindo e também me descobrindo. Não gosto de me comparar muito com o passado. Seu corpo muda todos os anos e você precisa se adaptar às suas condições”, explicou.

O aniversário será justamente em um dia de folga no torneio. “Nos últimos dois anos eles prepararam meu presente na véspera, e eu não fiquei feliz. Neste ano avisei com bastante antecedência, então acho que conseguiram um bom presente. Estou muito animada”, brincou.

Jogar diante dos fãs chineses também serve de combustível. “Mesmo quando não é meu melhor dia ou enfrento alguma dificuldade física, quero estar lá e lutar até o fim diante deles”, destacou Zheng, que admitiu ainda não estar no melhor nível físico e conviver com uma tosse persistente desde o US Open.

Depois de superar a armênia Alina Charaeva por 6/1, 2/6 e 6/4, Zheng terá pela frente a ucraniana Elina Svitolina, cabeça de chave 6, por uma vaga nas semifinais. Este será o primeiro confronto entre elas pelo circuito.