Indian Wells (EUA) – O WTA Finals terá uma premiação 35,5% menor do que a oferecida na temporada passada. A competição, que começa neste domingo e reúne as oito melhores tenistas do ano, distribuirá US$ 10 milhões, contra US$ 15,5 milhões em 2025, quando foi disputada em Riad, na Arábia Saudita.

As jogadoras receberão menos pela participação, pelas vitórias e também pelo título. Ao todo, serão US$ 5,5 milhões a menos em premiação. A pontuação para o ranking não mudou, com até 1.500 pontos para quem conquistar o troféu de forma invicta. A campeã que vencer todas as partidas poderá embolsar US$ 3,37 milhões, quase US$ 1,9 milhão a menos do que os US$ 5,235 milhões pagos no ano passado.

Só pela participação, cada tenista terá direito a US$ 220 mil, ante US$ 340 mil em 2025. As vitórias na fase de grupos também ficaram menos lucrativas: passarão a render US$ 230 mil, contra US$ 355 mil na edição anterior. Os valores são brutos, antes dos descontos de impostos.

O corte acontece em meio às dificuldades financeiras da WTA. A entidade trabalha para reduzir despesas e deve encerrar 2026 com prejuízo operacional de US$ 23 milhões e apenas US$ 15 milhões em caixa, segundo projeções divulgadas em setembro pelo jornal britânico The Telegraph.

A presidente da WTA, Valerie Camillo, reconheceu recentemente que a mudança antecipada do Finals de Riad para Indian Wells aumentou os gastos da entidade. “Estamos concentrados na disciplina financeira. Também não é segredo que transferimos o Finals deste ano em um prazo curto, assumimos diretamente a organização do torneio e estamos cobrindo a premiação. Isso não estava previsto”, explicou a dirigente em entrevista ao podcast Served, de Andy Roddick.

Indian Wells receberá o torneio apenas nesta temporada. A partir de 2027, o WTA Finals será disputado em Charlotte, na Carolina do Norte, com contrato até 2029. Camillo espera que a nova sede ajude a atrair patrocinadores, aumentar as receitas e reduzir a dependência de contratos com valores fixos.

Atual número 1 do mundo e defensora do título, a cazaque Elena Rybakina está no primeiro grupo, ao lado das norte-americanas Coco Gauff e Jessica Pegula e da tcheca Linda Noskova. O segundo reúne a belarussa Aryna Sabalenka, a russa Mirra Andreeva, a ucraniana Elina Svitolina e a tcheca Karolina Muchova.

Dos US$ 10 milhões em disputa, US$ 8 milhões serão destinados à chave de simples e US$ 2 milhões à de duplas. A brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski são as cabeças de chave 1 e estreiam na segunda-feira, por volta das 20h (de Brasília), contra a belga Elise Mertens e a chinesa Shuai Zhang, campeãs do Aberto da Austrália.

Rybakina e Noskova abrem a disputa de simples neste domingo, a partir das 17h. Na sequência, haverá o duelo entre Gauff e Pegula. As duas melhores de cada grupo avançam às semifinais, e a decisão está marcada para o dia 15.