Costa do Sauípe (BA) – Cabeça de chave 1 no Costa do Sauípe Open, challenger 125, o argentino Facundo Diaz Acosta deu trabalho para Thiago Wild, mas acabou superado pelo paranaense na segunda semifinal deste sábado, com o placar final de 7/6 (7-5) e 6/4, depois de 2h11 de jogo.

Será a sétima final de challenger para Wild na temporada, em que venceu quatro (Piracicaba, Zug, Gênova e Santa Cruz de la Sierra). No geral, ele tem nove títulos de challenger em 15 finais disputadas. Sua maior conquista veio em 2020 no ATP 250 de Santiago.

Com a campanha desta semana no Sauípe, o paranaense garante sua volta ao top 100. Atual 109º do mundo, ele está subindo provisoriamente para o 98º lugar com a decisão e pode chegar até o 88º posto em caso de título no domingo.

O adversário do brasileiro na decisão no saibro baiano será outro argentino, o cabeça de chave número 2 Camilo Carabelli, que mais cedo passou sem sustos pelo peruano Gonzalo Bueno, marcando parciais de 6/3 e 6/1.

Será a sétima vez que Wild e Carabelli se enfrentarão. Curiosamente, o argentino foi a vítima do brasileiro em sua primeira conquista no profissional, em um future em São José do Rio Preto em 2018. Porém, Carabelli leva vantagem de 4 a 2 no retrospecto e venceu as últimas quatro.

Começo duro e 2º set melhor

A partida começou complicada para o paranaense, que não fez um primeiro set brilhante, não teve chances de quebra e precisou salvar quatro break-points, o primeiro deles no quinto game em um golpe de vista, saindo do buraco com bons saques nos três pontos seguintes.

No nono game veio um susto para Wild, que foi pegar uma deixadinha junto à rede, não conseguiu parar e ao tentar saltar a rede, caiu de mal jeito e torceu o tornozelo direito. Ele recebeu atendimento médico e voltou aparentemente sem maiores problemas.

O paranaense perdeu um ponto longo em seguida e depois cometeu um erro bobo para encarar 15-40, salvando o primeiro break-point com ace e o segundo com outro bom saque, que voltou direto para fora. Ele ainda evitou outra chance de quebra e confirmou o serviço fechando com um ace.

Sem novos break-points, a definição foi para o desempate, que começou com Diaz Acosta na liderança, mantendo o placar favorável até 5-3, quando Wild elevou o nível e venceu quatro pontos seguidos para fechar o set e largar na frente.

Aproveitando o bom momento, Wild teve sua primeira chance de quebra na partida logo no terceiro game do segundo set, no qual o argentino encarou 0-40 e acabou quebrado na segunda oportunidade. O paranaense se manteve firme a partir de então e administrou a vantagem até o fim.

Wild só teve um pouco de trabalho na hora de fechar, encarando 0-40 com o saque no último game. Ele salvou os três break-points seguidos até chegar no primeiro mtach-point, que venceu com uma bola vencedora de forehand na paralela.