Nova York (EUA) – Stan Wawrinka viveu uma noite especial em sua despedida do US Open. Campeão do torneio em 2016 e em sua última temporada como profissional, o suíço de 41 anos recebeu grande apoio do público mesmo com a derrota para o italiano Matteo Berrettini por 7/6 (7-4), 7/6 (7-3) e 6/0, em 2h54 de confronto.

Wawrinka recebeu o convite da organização em cima da hora, após a desistência do local Patrick Kypson. O fato gerou bastante polêmica, devido ao histórico do veterano, que havia solicitado o wild-card para se despedir dos fãs norte-americanos.

De qualquer forma, o tenista de Lausanne entrou no evento e reencontrou Berrettini, para quem havia perdido em Wimbledon. Wawrinka lamentou não ter aproveitado as oportunidades nos dois primeiros sets, mas valorizou o nível apresentado e destacou o ambiente positivo em Nova York.

“Foi uma atmosfera incrível novamente. Para mim, o mais importante era ter mais uma oportunidade de jogar este torneio. Saber que era minha última vez aqui nunca é fácil, especialmente quando você ama tanto alguma coisa e gosta tanto dela. Fiquei muito grato pelo apoio que recebi esta noite”, afirmou o ex-número 3 do mundo.

Dono de três títulos de Grand Slam ao longo de mais de duas décadas de carreira, o suíço também refletiu sobre o legado que deixa. Ele ainda agradeceu o carinho recebido dos torcedores em sua turnê de despedida.

“Nunca tentei fazer as coisas para que as pessoas se lembrassem de mim de uma maneira ou de outra. Para mim, a única coisa que posso ver neste último ano, desde que anunciei, é o carinho que recebo em cada partida e em cada torneio que disputo. Sou muito grato por isso”, assegurou o atual 127º do ranking.

“De certa forma, isso também me mostra que talvez eu tenha feito a coisa certa durante todos esses 20 anos, buscando sempre dar tudo, lutar, estar presente, sempre dar o máximo e superar meus próprios limites no esporte. Isso é o mais importante para mim, e é o que recebo dos torcedores quando jogo”, exaltou.

Suíço valoriza relação com Nova York

Wawrinka também falou sobre a relação construída com Nova York ao longo de sua jornada. Além do título de 2016, quando derrotou Novak Djokovic na final, o suíço foi semifinalista do US Open em 2013 e 2015. Ele encerra a participação em Flushing Meadows com 46 triunfos e 17 derrotas.

“Nova York é uma cidade realmente especial. Tornou-se de longe uma das minhas cidades favoritas. Tenho muitos amigos aqui. No US Open, a atmosfera é sempre incrível. Você sente o apoio e a maneira como os norte-americanos amam o esporte. Eles gostam de fazer um espetáculo em torno disso e, como jogador, é sempre agradável”, elogiou.

Questionado sobre a entrada de Roger Federer no Hall da Fama e se gostaria de receber a mesma honraria no futuro, Wawrinka preferiu manter o foco nos últimos meses da carreira.

“Isso não sou eu quem decide. Estou terminando neste ano, é meu último ano. Estou tentando fazer as coisas da maneira certa para terminar da melhor forma possível. Para mim, isso sempre foi o mais importante”, garantiu.

Wawrinka deve se despedir oficialmente do circuito no ATP 500 da Basileia, a partir do dia 26 de outubro. O suíço, no entanto, já antecipou que promoverá um evento de exibição em dezembro. Ele pretende reunir Federer, Andy Murray e Gael Monfils – que também está em seu último ano como profissional – em Genebra, para o “One Last Backhand”.