Felipe Priante
De São Paulo, Especial para TenisBrasil
A despedida do suíço Stan Wawrinka da Copa Davis calhou de acontecer no Brasil, onde sua equipe enfrentará o time liderado pelo tenista local João Fonseca neste fim de semana. Após o sorteio dos confrontos, na quinta-feira, o experiente tenista de 41 anos relembrou seu histórico na competição e falou sobre a expectativa para as partidas.
“Sempre sonhei em fazer parte da seleção suíça e tive a oportunidade de fazer isso por muitos anos. Foram lembranças incríveis, passamos fins de semanas maravilhosos em diferentes países e cidades. Temos muitas boas histórias e claro que ter a chance de ganhar esse troféu é muito especial”, contou Wawrinka.
“Representar seu país é sempre especial. Estou muito feliz por ter a oportunidade de jogar aqui no Brasil. Tenho certeza de que será um ótimo fim de semana e estou ansioso para começar amanhã”, acrescentou o vetyerano suíçpo, que fará o segundo jogo da sexta-feira contra o paulista Gustavo Heide.
Muito experiente, Wawrinka garante estar preparado para enfrentar a barulhenta torcida brasileira. “Acho que essa é a melhor parte da Copa Davis, jogar em um país diferente. Vim para cá há alguns anos e adoro os fãs daqui. Esperamos que seja muito barulhento. É isso que queremos. No geral, essa é a beleza da Copa Davis”, comentou.
“Você joga pelo seu país, contra um outro país. Normalmente, sempre há muitos torcedores, muito barulho. É isso que eu gosto quando jogo”, complementou o suíço, que enfrentará Fonseca no eventual quarto jogo da série, marcado para o sábado logo após as duplas.
Suíços gostaram das condições
Escalado para as duplas ao lado de Dominic Stricker, o suíço Jakub Paul afirmou que o piso duro e coberto da Farmasi Arena encaixa bem com sua equipe. “Estamos bastante satisfeitos com a quadra. Todos nós gostamos de jogar em quadra dura”, comentou o tenista de 27 anos e atual número 63 do mundo nas duplas, seu melhor ranking.
“As condições são bastante boas. Talvez o ritmo seja um pouco mais lento do que em outros torneios, mas isso também é bom para nós. Podemos jogar ralis mais longos. Teremos o Dominic com um saque potente, o Stan com um saque potente, então espero que possamos ganhar muitos pontos com o primeiro saque”, analisou Paul.
Sem pressão para abrir a série
Escalado para abrir a série contra Fonseca, o suíço Dominic Stricker se mostrou tranquilo com a responsabilidade que terá pela frente. “Acho que, claro, nunca é fácil jogar em um país diferente. Mas, como o Stan disse, temos uma ótima equipe aqui”, afirmou o atual 262º do mundo, que já foi 88º três anos atrás.
“É ótimo fazer parte dessa equipe. Estamos nos sentindo muito bem e estou ansioso para o meu jogo de amanhã. Tenho um bom pressentimento sobre a partida, então vamos ver o que acontece. Mas sei que depois disso teremos uma boa partida com o Stan”, finalizou o suíço de 24 anos.
