Nova York (EUA) – A vitória de segunda rodada da espanhola Cristina Bucsa sobre a japonesa Himeno Sakatsume em 3h01 de disputa na última quinta-feira, passaria despercebida se não fosse o placar de 7/6 (8-6), 6/7 (0-7) e 7-6 (10-6).
A partida foi a sexta da chave principal feminina de um Grand Slam na Era Aberta a ser decidida em um tiebreak triplo, a quarta no US Open.
Ates de 2021, os tiebreaks do terceiro set no US Open eram disputados no formato tradicional de melhor de sete pontos. Desde 2021, eles passaram a ser disputados no formato de supertiebreak, melhor de 10 pontos.
Vale também destacar que a introdução do tieberak no último set nos outros Grand Slam é mais recente do que no US Open, onde acontece desde 1970.
No Australian Open o tiebreak veio em 2019, já neste formato de 10 pontos. Algo que foi unificado com os outros Slam em 2022, com Roland Garros e Wimbledon seguindo a regra e o US Open mudando o tiebreak final de 7 para 10 pontos.
A vitória de Bucsa também foi a terceira partida de nível WTA decidida em três tiebreaks na temporada de 2026. Ela terá pela frente na terceira rodada a norte-americana Coco Gauff, cabeça de chave número 4.
Todas as partidas de 3 tiebreaks em Grand Slam:
1985 – US Open (quartas) – Steff Graf venceu Pam Shriver por 7/6(4), 6/7(4) e 7/6(4)
1991 – US Open (3ª rodada) – Gigi Fernandez venceu Leila Meskhi por 7/6(1), 6/7(3) e 7/6(2)
2021 – US Open (1ª rodada) – Rebeka Masarova venceu Ana Bogdan por 6/7(9), 7/6(2) e 7/6(9)
2023 – Wimbledon (2ª rodada) – Ekaterina Alexandrova venceu Madison Brengle por 6/7(4), 7/6(5) e 7/6(7)
2026 – Australian Open (1ª rodada) – Elsa Jacquemot venceu Marta Kostyuk por 6/7(4), 7/6(4) e 7/6(7)
2026 – US Open (2ª rodada) – Cristina Bucsa venceu Himeno Sakatsume por 7/6(6), 6/7(0), 7/6(6)
