Paris (França) – Esperança local, Luca Van Assche garantiu pela primeira vez presença nas quartas de final de um Masters 1000 ao eliminar o italiano Lorenzo Musetti em Paris. Ele anotou 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 3/6 e 6/4, em 2h38 de confronto diante do ex-top 5 e agora 24º do ranking.
Aos 22 anos, o francês atual número 47 do mundo encara de forma inédita o australiano Rinky Hijikata, que segue surpreendendo depois de eliminar Novak Djokovic na rodada anterior. Desta vez, o qualificado passou pelo argentino Tomas Etcheverry por 2/6, 6/3 e 7/5, em 2h06 de embate.
Ex-número 1 juvenil e campeão de Roland Garros da categoria em 2021, Van Assche vive sua melhor temporada no circuito. Em agosto, alcançou o 40º lugar do ranking, sua melhor marca, depois de conquistar em Estoril o primeiro título de ATP da carreira. Com a campanha até o momento, o francês pode superar essa marca no ranking.
O tenista da casa já havia eliminado o norte-americano Learner Tien, cabeça de chave 15, na rodada anterior. Nesta temporada, também derrotou Andrey Rublev, então 14º do mundo, rumo ao título do Estoril. Antes de Paris, havia disputado quartas de final em Hamburgo, Metz, Marrakech e Lyon, além do torneio português.
Hijikata conquista outra façanha
Depois de eliminar o heptacampeão Djokovic, Hijikata obteve mais uma vitória de peso na capital francesa. O quali de 25 anos disputará pela primeira vez as quartas de final de um torneio da série depois de virar sobre Etcheverry.
Atual número 83 do mundo, Hijikata chegou a Paris com apenas 17 vitórias na temporada e uma campanha de quartas de final na grama do Queen’s Club como seu melhor resultado em 2026. Com três triunfos na chave principal e dois na fase prévia, ele contabiliza cinco resultados positivos no evento.
O desempenho em Paris também representa um salto importante para Hijikata, que se tornou o primeiro quali a alcançar as quartas do torneio desde o francês Hugo Gaston, em 2021. Seu melhor ranking era o 62º lugar, alcançado em agosto de 2024, marca que pode superar com os pontos conquistados na capital francesa.
Campeão de duplas do Aberto da Austrália de 2023 ao lado de Jason Kubler, Hijikata também tem quatro títulos de challenger em simples, todos conquistados em seu país. Antes de se profissionalizar, defendeu a Universidade da Carolina do Norte no circuito universitário norte-americano.
Borges arrasa e faz história
O português Nuno Borges também avançou às quartas de final e manteve sua boa sequência em Paris. Depois de eliminar o russo Karen Khachanov, Borges superou o peruano Ignacio Buse com direito a pneu e placar final de 6/0 e 6/2, em apenas 71 minutos de jogo.
Aos 29 anos e ocupando o 49º lugar do ranking, Borges disputará pela primeira vez as quartas de um Masters 1000. Nas seis oportunidades anteriores em que havia chegado às oitavas de final de torneios desta categoria, acabou eliminado.
O português entrou na chave principal como lucky-loser e se tornou o primeiro jogador nessa condição a alcançar as quartas do último Masters 1000 do calendário. Também é apenas o terceiro representante de Portugal a chegar a essa fase de um torneio deste porte, depois de Frederico Gil, em Monte Carlo, em 2011, e João Sousa, em Madri, em 2016.
Campeão do ATP 250 de Bastad em 2024, quando derrotou Rafael Nadal na final, Borges tem como melhor ranking o 30º lugar, alcançado em setembro daquele ano. Sua melhor campanha em 2026 até Paris havia sido a semifinal do ATP 250 de Mallorca.
Nas quartas de final, Borges enfrentará o vencedor do confronto entre o alemão Jan-Lennard Struff e o norueguês Casper Ruud, que duelam no complemento da rodada. O lusitano também está recuperando posições no ranking com a campanha na capital francesa.
Desta forma, o brasileiro João Fonseca, que não atua no circuito da ATP desde o Masters 1000 de Cincinnati, onde sofreu uma lesão abdominal antes da terceira rodada, corre o risco de sofrer outra queda. Atual número 41 do mundo, o jovem carioca de 20 anos pode perder posições para jogadores que avançaram em Paris, entre eles Van Assche e Borges.
