Mário Sérgio Cruz

De São Paulo, Especial para TenisBrasil

Algoz de Laura Pigossi na rodada de estreia do SP Open, Vendula Valdmannova é mais uma jovem jogadora formada na República Tcheca. Com apenas 18 anos, a atual 153ª do ranking conseguiu sua primeira vitória em um WTA 250 e tenta seguir o caminho de sucesso do tênis feminino em seu país.

Atualmente as tchecas têm dois nomes no top 10, Linda Noskova e Karolina Muchova, que foram campeã e vice de Wimbledon na atual temporada. O país é o segundo com mais tenistas no top 100 do ranking mundial, com dez ao todo, atrás apenas dos Estados Unidos com 17. O sucesso tcheco não vem por acaso e passa por um trabalho forte na base, competição interna desde os clubes e participação ativa de ex-jogadoras.

“Estou um pouco perdida no tênis tcheco porque são muitas jogadoras boas. É muito difícil se destacar na República Tcheca, mas continuamos ajudando uma a outra. Somos todas amigas e torcemos uma pela outra. Sou muito feliz por estar entre elas”, disse Valdmannova a TenisBrasil após a vitória da última quarta-feira por 2/6, 6/1 e 6/1.

Perguntada sobre “o que tem na água da República Tcheca” para que tantas tenistas se destaquem no circuito, ela respondeu com bom humor: “Eu não faço ideia! Quando alguém me pergunta, eu não faço ideia de como responder”.

A partida de estreia na capital paulista apresentou dois desafios importantes para a jovem tenista: Enfrentar uma atleta da casa e o pouco tempo de adaptação às condições devido à chuva do início da semana. “Foi difícil. Eu não joguei apenas contra a Laura, mas também contra todo o estádio hoje”.

“Também precisei de tempo para me adaptar à quadra, porque só pude treinar em quadras cobertas. O primeiro set foi só de adaptação, então tive que manter a calma. Não foi fácil para mim, mas conseguiu vencer. Então estou muito feliz por ter avançado”, acrescentou a tcheca, que está ganhando seis posições no ranking e atingindo a melhor marca da carreira.

É DIA DE FEIRA 🍉🍇🍍

Victoria Barros e Vendula Valdmannova aproveitaram a manhã de domingo para fazer um programa típico de São Paulo: comer pastel e beber caldo de cana! Será que a tcheca aprovou as iguarias? 🇧🇷 pic.twitter.com/J0inoKaq28

— SP Open (@spopenoficial) September 14, 2026

Ainda assim, ela pôde aproveitar um pouco da estadia em São Paulo e visitou uma feira livre com a amiga Victória Barros no último domingo, experimentando a combinação do pastel com caldo de cana: “Foi ótimo! É muito parecido com as comidas tchecas, então eu gostei. Adorei as pessoas e o torneio está incrível, fiquei surpresa e espero poder voltar no ano que vem”.

A próxima adversária de Valdmannova será a russa Anna Blinkova, quarta cabeça de chave e 94ª do mundo, que venceu a norte-americana Carol Lee por 6/1 e 6/3. Blinkova, de 28 anos, já esteve entre as 40 melhores do ranking e tem cinco vitórias contra top 10. Diante de uma rival mais experiente no alto nível, a tcheca tentará sem pressão e ser agressiva: “Não tenho nada a perder, ela é uma grande jogadora. Será difícil, como todas as partidas aqui. Mas vou tentar aproveitar, da mesma forma que hoje”.