Xangai (China) – Um ano depois de viver um verdadeiro “conto de fadas” no Masters 1000 de Xangai, Valentin Vacherot está de volta ao palco da maior conquista de sua carreira. O monegasco surpreendeu o circuito em 2025 ao sair do qualificatório, então como 204º do mundo, e levantar seu primeiro troféu profissional.

Agora, aos 27 anos, retorna com outra realidade e prega cautela antes da defesa do título. “É a primeira vez que me acontece algo assim: voltar a um torneio onde conquistei um título tão importante e vivi tantas emoções”, afirmou Vacherot em entrevista ao Eurosport França.

Ciente de que terá uma dura missão pela frente, o atual 14º colocado do ranking mantém os pés no chão antes da estreia. “Já existe um trabalho prévio a fazer porque sei perfeitamente que, aconteça o que acontecer, a menos que consiga defender o título, vou perder posições no ranking”, reconheceu.

A conquista em Xangai transformou a carreira do monegasco, que não ficou restrito à campanha surpreendente na China. Vacherot continuou avançando no circuito, alcançou as semifinais do Masters 1000 de Monte Carlo e, na semana passada, também ficou entre os quatro melhores do ATP 500 de Tóquio, caindo nas semifinais para o tcheco Jiri Lehecka. Uma lesão ainda atrapalhou seus planos durante os eventos na grama, em junho.

A defesa dos 1.000 pontos conquistados há um ano representa um desafio inédito, mas Vacherot tenta evitar contas. “Não quero me concentrar no fato de que vou perder 1.000 pontos, porque esses pontos vou perder de qualquer maneira. Na minha cabeça, tento enxergar de outra forma: cada vitória que conseguir aqui são pontos que ganho pensando no próximo ano e em futuras oportunidades”, explicou.

Vacherot também prefere estabelecer uma meta mais realista do que simplesmente repetir o título de 2025. “Gostaria de ganhar um torneio neste ano, seja qual for nesta reta final da temporada”, destacou o monegasco.

O retorno ao local da maior conquista já rendeu uma homenagem especial. Nesta quarta-feira, Vacherot recebeu uma estátua de guerreiro de terracota à sua imagem, seguindo uma tradição de Xangai para homenagear os campeões do torneio.

O atual campeão iniciará a defesa do título no sábado contra o vencedor do confronto entre o norte-americano Marcos Giron e o argentino Sebastian Baez. Se avançar, ele poderá cruzar com o espanhol Carlos Alcaraz, segundo cabeça de chave, já nas oitavas de final.