Paris (França) – Campeão do ATP 500 de Basileia no último domingo, Valentin Vacherot mal teve tempo de comemorar o título e já se prepara para enfrentar Novak Djokovic na estreia do Masters 1000 de Paris. O monegasco de 27 anos sabe que uma derrota nesta terça-feira significará o fim de sua temporada, mas garante estar pronto para demonstrar o seu melhor tênis.
“É meu último torneio do ano. Tecnicamente, amanhã à noite minha temporada pode ter acabado. Espero que não, mas isso é bom porque me mantém concentrado, dando 100%. Depois serão as férias. Acho que seria mais difícil estar totalmente focado se soubesse que ainda teria três ou quatro torneios pela frente”, afirmou Vacherot em entrevista à ATP nesta segunda-feira.
“Vou enfrentar Djokovic em Paris, a uma hora de voo de casa. Posso dar tudo de mim e depois respirar um pouco”, completou o monegasco, que conquistou na Suíça seu segundo título no circuito.
O reencontro com Djokovic acontece 13 meses depois da surpreendente vitória de Vacherot na semifinal do Masters 1000 de Xangai. Na ocasião, o então número 204 do mundo disputava o torneio como qualificado e venceu o sérvio por 6/3 e 6/4, antes de embalar rumo ao título e se tornar o campeão de pior ranking da história dos Masters 1000.
Vacherot descobriu que enfrentaria Djokovic na noite de sexta-feira, depois de vencer as quartas de final em Basileia. “Eu já estava tendo uma boa semana e tentando chegar à semifinal. Saber que enfrentaria Djokovic na estreia do torneio seguinte foi como a cereja do bolo. Agora, com o título, ainda mais”, confidenciou.
Desde aquela campanha na China, o monegasco se firmou entre os 40 melhores do mundo. Atual número 27 do ranking, ele chega a Paris com cinco vitórias consecutivas, a mesma sequência que tinha antes de superar o ex-número 1 em Xangai.
“Será uma partida totalmente diferente. Naquela época, tudo era surreal. Estar na semifinal de Xangai e enfrentar Novak era surreal. Vencê-lo foi uma loucura. Agora será um jogo mais normal, porque estou entre os 40 melhores há um ano”, avaliou.
“Ele continua no topo, claro, então não será uma partida como qualquer outra. É difícil dizer isso quando se enfrenta Novak, o jogador com mais conquistas de todos os tempos. Quero fazer um bom jogo e proporcionar um grande espetáculo. O estádio estará lotado. Adorei jogar aqui no ano passado e será muito divertido”, prosseguiu.
Vacherot também guarda boas lembranças de Paris, onde chegou às quartas de final em sua estreia, no ano passado. Treinado pelo meio-irmão Benjamin Balleret, o monegasco pretende aproveitar a experiência adquirida desde a campanha de Xangai, embora reconheça a dificuldade de enfrentar o lendário rival.
“Ainda estou aproveitando o título de ontem. Acho que só vou entrar de verdade no clima do torneio hoje à noite ou amanhã de manhã. Mas enfrentar Novak é sempre difícil. Tento me concentrar em mim, olhar para o outro lado da rede e ver o que posso fazer”, concluiu.
Aos 39 anos, Djokovic é o 11º do ranking e cabeça de chave 10 em Paris. Sete vezes campeão do torneio, o sérvio ainda busca uma vaga no ATP Finals de Turim. A partida está prevista para esta terça-feira, na quadra central, como terceiro jogo da programação, com início aproximado às 10h30 (de Brasília).
