Cincinnati (EUA) – Stefanos Tsitsipas estreou com boa vitória no Masters 1000 de Cincinnati e agora terá um duro confronto pela frente diante do canadense Félix Auger-Aliassime. O grego elogiou o cabeça de chave 2 e sabe que precisará estar atento às oportunidades para avançar no torneio.
“Já joguei contra Félix antes. Ele melhorou muito. É um jogador que está constantemente no top 10 e joga bem em todas as superfícies. Provavelmente é um dos jogadores mais consistentes dos últimos dois anos, porque está sempre conseguindo resultados e jogando de maneira estável”, analisou Tsitsipas.
O grego tem sete vitórias em dez confrontos contra Aliassime e venceu o encontro mais recente, na final do ATP 500 de Dubai do ano passado. “Vou esperar para ver as brechas. Todos os jogadores têm esses momentos durante uma partida. Preciso estar atento, concentrado e seguir meu plano com disciplina e uma intenção clara sobre como posso ser mais perigoso”, afirmou o ex-top 3.
Na estreia em Cincinnati, Tsitsipas superou o francês Valentin Royer por 7/6 (7-4) e 7/5. O atual 53º do ranking gostou principalmente da maneira como conseguiu ser mais agressivo e buscar a rede. “Fiquei realmente orgulhoso de ter subido tantas vezes à rede, especialmente no fim do primeiro set e no começo do segundo. Esse é o tipo de tênis que realmente me faz sentir vivo quando jogo”, destacou.
Tsitsipas admite que não está preocupado apenas com as campanhas neste momento. “Os resultados são importantes, mas agora é mais importante dar grandes passos na minha evolução e mudar algumas coisas que ficaram estagnadas nos últimos dois anos. Busco algo diferente. Quero que, nos meus melhores dias, esses dias sejam ainda melhores”, disse.
O grego também comentou a decisão de seguir sem o pai, Apostolos, como treinador. “Sinto que agora é o meu momento para decidir com quem quero trabalhar, o que quero fazer e o que quero alcançar. Fiz as coisas da mesma maneira durante muito tempo e tomei uma decisão clara comigo mesmo: estou cansado disso. Realmente busco algo diferente na minha vida”, assegurou o atleta de 28 anos.
“Não tenho mais 21 anos. Talvez devesse ter feito isso antes, mas fiz agora. Tenho uma boa relação com meu pai. Infelizmente, não posso tê-lo como treinador, embora gostaria que fosse. Tenho uma boa equipe de pessoas ao meu lado e gostaria que meu pai continuasse sendo meu pai, algo que espero que ele respeite”, completou Tsitsipas.
