Nova York (EUA) – Em sua nona aparição no US Open, o grego Stefanos Tsitsipas chega para o torneio em meio a mudanças. Depois de encerrar a conturbada parceria com seu pai, ele terá a seu lado o experiente Patrick Mouratoglou. Além disso, o sorteio não foi nada favorável, com o francês Arthur Fils pintando pela frente em sua estreia.

Antes de seu primeiro jogo em Nova York, Tsitsipas falou sobre o momento em entrevista ao portal grego SDNA. “Sinto-me bem. Há muitas mudanças e é preciso muita personalidade para elevar meu nível a cada dia. Muitas vezes é difícil, porque estou acostumado a algo completamente diferente. Mas, de modo geral, estou animado com o futuro”, disse.

“Não estou falando de amanhã ou depois de amanhã. Estou falando do futuro em geral, do futuro do meu jogo, de como lido com as situações. Sinto que me transformei em algo um pouco mais humano e mais fiel à minha personalidade. Não sinto mais aquela tensão desnecessária na minha equipe”, acrescentou Tsitsipas.

Para o tenista de 28 anos, a mudança na equipe, com a saída de seu pai, Apóstolos, deixou o clima mais leve no geral. Ele lembrou momentos ruins e desgastantes: “Muitas vezes me arrependo de como falei mal durante as partidas. Olhando para trás, acho que algumas coisas não foram administradas muito bem do ponto de vista do meu box”, ponderou.

“Eu diria que tudo foi muito revigorante. Foi revigorante não ter uma voz acima de mim me guiando constantemente e me dando informações. Depois de um tempo, também é mentalmente cansativo cair em uma rotina tão constante e você se sente oprimido. Isso torna a experiência em campo menos prazerosa e interessante”, complementou Stefanos.

O grego sente que agora suas decisões são mais pessoais, assim como a maneira como lida com as coisas em quadra. No lugar de seu pai, ele conta com Thomas Perrin e Patrick Mouratoglou, que está em Nova York ao seu lado e desempenha um papel importante em sua equipe.

“Ele é uma pessoa muito legal e simpática, é ótimo estar com ele. Tem muitas histórias do mundo do tênis, vivenciou muitas coisas, além de ser excelente treinador que já treinou muitos jogadores e sabe como lidar psicologicamente com cada um”, destacou o grego, que estreia no US Open na segunda-feira.