Nova York (EUA) – Apesar da derrota para Aryna Sabalenka nas oitavas de final do US Open, Taylor Townsend deixou o torneio confiante com o nível apresentado diante da número 1 do mundo. A norte-americana acredita ter mostrado que pode competir com as melhores do circuito.
“Quando olho para as estatísticas, elas não mentem. Você pode dizer: ‘Senti isso ou aquilo’, mas, quando olha os números e vê que está ali, isso me motiva ainda mais. Penso: ‘Ok, estou lá’. Preciso continuar me colocando nessas situações, criando essas oportunidades e, eventualmente, vou aproveitá-las”, afirmou a experiente tenista de 30 anos.
Neste domingo, Sabalenka venceu por 6/4 e 6/3 em 75 minutos. Townsend chegou a buscar uma desvantagem de 5/2 no primeiro set e abriu 3/1 na segunda parcial. Nas quartas de final, a bielorrussa enfrenta a tcheca Linda Noskova.
Starting us off on Super Sunday…
Two-time defending champion Aryna Sabalenka and American Taylor Townsend face off for a place in the quarterfinals! pic.twitter.com/zIYbrPsc1u
— US Open Tennis (@usopen) September 6, 2026
“Se eu pudesse mudar 10 ou 12 pontos, isso faria uma diferença enorme. Sinto que posso fazer isso. Cometi alguns erros desnecessários, tentei pressionar ou fazer demais em momentos em que não precisava”, avaliou a habilidosa canhota, especialista em duplas.
Sincera, a norte-americana considera ter nível para desafiar as melhores. “Foi a vez em que me senti mais confortável e confiante enfrentando uma número 1 do mundo. Desde o começo, senti que pertencia, que estava exatamente onde precisava estar”, destacou.
Townsend também elogiou Sabalenka pela atitude nos momentos decisivos. “Ela é uma competidora incrível. Houve momentos em que as coisas ficaram difíceis e ela encontrou grandes golpes. Algumas vezes eu simplesmente tive de aplaudir e pensar: ‘Boa demais’. É isso que acontece quando você enfrenta as melhores jogadoras do mundo”, reconheceu.
Reflexão sobre a carreira e superação
Townsend ainda falou sobre a própria trajetória e lembrou os 15 anos desde que apareceu no circuito ainda adolescente. Ela também citou dificuldades que precisou enfrentar longe dos olhos do público.
“Passei por muitas coisas nesses 15 anos, apenas considerando o que aconteceu publicamente, sem falar no que as pessoas não sabem, nas coisas que precisei enfrentar ou superar em silêncio ou sozinha”, contou.
“As pessoas me acompanharam desde uma adolescente usando laço e aparelho até agora, uma mulher adulta, mãe, com 30 anos, assumindo cada parte de quem sou dentro e fora da quadra”, prosseguiu.
A norte-americana também destacou a liberdade que sente nesta fase da carreira. “Agora faço as coisas do meu jeito. Faço coisas divertidas, que são únicas para mim e não se parecem com o que outras pessoas estão fazendo. Estou encontrando e criando meu próprio caminho”.
Antes da partida, Townsend chamou atenção ao entrar em quadra com um longo casaco de penas. A anfitriã explicou que a ideia era retirar a peça e revelar o vestido usado no jogo. “É como se eu tirasse aquilo e dissesse: ‘Estou pronta para a guerra’. Tenho minha armadura por baixo do casaco”, explicou a número 96 do mundo e vice-líder nas duplas.
