Nova York (EUA) — O tempo estava chuvoso e cinzento no Billie Jean King National Tennis Center na quarta-feira, mas nada abalou o ânimo de Taylor Townsend.

A número 96 do mundo deu uma aula de saque na vitória por duplo 6/1 sobre a australiana Taylah Preston, avançando para a terceira rodada. A americana venceu todos os 23 pontos em que acertou o primeiro serviço e também conquistou cinco dos nove pontos disputados no segundo serviço.

Ela complementou esse desempenho com um jogo de devolução sólido, convertendo cinco de oito oportunidades de break point, além de vencer sete dos oito pontos que disputou junto à rede.

“Eu sei que tenho um dos melhores saques do mundo”, disse Townsend na entrevista na Quadra 17. “É algo comprovado e, obviamente, ser canhota ajuda muito. Eu realmente amo esta quadra. Adoro jogar aqui.”

Mas o que a deixa mais empolgada é o seu figurino, criado em parceria com o estilista J. Bolin. Eles desenvolveram um conjunto exclusivo para o US Open, e ela estreará um visual diferente a cada rodada.

“Amei, ficou tão lindo”, disse ela sobre o figurino, enquanto a chuva começava a apertar. “Estou me sentindo muito bem. Vou ser sincera: estou me sentindo poderosa.”

Após prestar uma homenagem às faculdades e universidades historicamente negras (HBCUs), em um dia em que essas instituições eram celebradas no US Open, a veterana do circuito da WTA explicou que compreende por que sua grande amiga Naomi Osaka prioriza tanto o visual nas quadras.

“Agora entendo por que a Naomi faz isso”, disse. “É um verdadeiro estilo chegar à quadra se sentindo poderosa assim. Talvez eu faça isso mais vezes. Vou seguir o exemplo dela.”

Townsend tentará igualar seu melhor resultado no US Open, a quarta rodada em 2019 e no ano passado, ao enfrentar a cabeça de chave número 15, Diana Shnaider.