Londres (Inglaterra) – A Associação Britânica de Tênis (LTA) ampliou as restrições para a participação de mulheres trans em competições femininas. A nova regra passa a incluir torneios internos dos clubes, que até então tinham liberdade para definir seus próprios critérios.
A proibição está em vigor desde janeiro de 2025 para torneios nacionais, competições entre clubes e eventos organizados por condados e distritos. Agora, passa a atingir disputas entre integrantes de um mesmo clube.
Segundo a LTA, a política vale para os torneios realizados no Reino Unido sob responsabilidade da entidade, tanto no tênis quanto no padel. Competições internacionais disputadas no país seguem as regras das respectivas entidades. Partidas exclusivamente recreativas também não serão afetadas.
A decisão acontece poucas semanas depois de a WTA endurecer suas regras para participação no circuito feminino. A entidade passou a exigir testes genéticos de sexo de todas as jogadoras. Até então, atletas trans podiam competir desde que mantivessem os níveis de testosterona determinados pelo regulamento.
A LTA informou que a revisão foi feita após novas orientações da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do Reino Unido sobre a aplicação da Lei da Igualdade. No ano passado, a Suprema Corte britânica determinou que os termos “mulher” e “sexo” previstos na legislação devem ser considerados com base no sexo biológico.
A mudança foi comemorada pela ex-nadadora e medalhista olímpica Sharron Davies, uma das principais defensoras no Reino Unido de categorias esportivas femininas baseadas no sexo biológico. Davies já havia criticado publicamente a LTA justamente por permitir que os clubes decidissem sobre a presença de mulheres trans em suas competições internas.
