José Nilton Dalcim
Superfície quase inexistente no país, a grama de Wimbledon rendeu apenas 10 títulos para o tênis nacional desde que Nélson Cruz se tornou o primeiro brasileiro a disputar o torneio, em 1925, e Alcides Procopio ganhou as primeiras partidas, em 1938.
Nada menos que oito dessas heroicas conquistas couberam a Maria Esther Bueno, tricampeã em simples em 1959, 1960 e 1964, e outras cinco vezes vencedora de duplas femininas, a primeira em 1958 e a última em 1966. A magistral “Bailarina” ainda disputou as finais de simples de 1965 e 1966 e era a mais recente a disputar uma final de duplas femininas, em 1967, até o feito de Luísa Stefani nesta sexta-feira.
Na Era Profissional, a partir de 1968, o único a erguer um troféu na grama sagrada foi o mineiro Marcelo Melo, campeão de duplas ao lado do polonês Lukasz Kubot, em 2017. O mesmo Melo já havia feito uma final em 2013, junto ao croata Ivan Dodig. Houve ainda uma campanha importante nos torneios juvenis, com o título do gaúcho Orlando Luz e do paulista Marcelo Zormann em 2014.
O tênis brasileiro ainda decidiu por cinco vezes as duplas mistas. Três foram com Maria Esther, em 1959, 1960 e 1967, seguida pelo mineiro Bruno Soares, em 2013. Stefani chegou à final no ano passado, junto ao britânico Joe Salisbury. Entre os juvenis, Ivo Ribeiro (1957) e Ronald Barnes (1959) chegaram à final de simples e o catarinense Ricardo Schlachter (1994), de duplas.
A lista de finalistas ainda pode aumentar nesta sexta-feira, caso as juvenis Nauhany Silva e Victória Barros ganhem mais uma partida e Guto Miguel vença a semi tendo como parceiro o esloveno Ziga Sesko.
