Mesmo com a triste notícia da ausência forçada de Jannik Sinner, a fase asiática dos circuitos masculino e feminino promete muito. Os 500 de Pequim e Tóquio, no masculino, e o 1000 de Pequim, entre as meninas, são eventos de nível absurdamente alto.

Os US$ 4 milhões chineses fizeram efeito sobre a premiação japonesa, que é quase a metade, e assim Pequim terá nada menos que cinco top 10, ainda que tenha perdido o líder do ranking, que segue com problema no joelho e já cogita cirurgia, o que comprometeria de vez o restante do calendário.

Alexander Zverev, cada vez mais candidato ao número 1, pode ter Novak Djokovic nas quartas e Daniil Medvedev ou Jakub Mensik na semi, enquanto Félix Aliassime tem potencial quartas com Learner Tien e semi frente a Alex de Minaur ou Flavio Cobolli. Mas a primeira rodada já tem partidas de peso: Aliassime-Khachanov, Tien-Hurkacz, Mensik-Bublik. Nomes como Andrey Rublev e Francisco Cerúndolo nem conseguiram ser cabeça.

Todos os oito principais inscritos em Tóquio estão no top 20 e por isso a chave fechou ainda mais forte do que em Pequim: 46º contra 52º. Se João Fonseca tivesse confirmado e Arthur Fils entrado direto, seria ainda mais alto. De qualquer forma, padrões de gala para eventos 500. Carlos Alcaraz tem Tommy Paul e Taylor Fritz no caminho, Frances Tiafoe se saiu melhor e ficou com Valentin Vacherot, Rafael Jódar ou Brandon Nakashima.

O torneio japonês ainda recebe o ídolo Kei Nishikori, em sua despedida, e ele desafia logo de cara Tiafoe. Vê ainda o retorno ao circuito de Holger Rune, após ótimas atuações na Copa Davis. E ainda aguarda Fils, que não se inscreveu no tempo regulamentar e desperdiçou chance de ser o cabeça 4, e Stefanos Tsitsipas através do qualificatório.

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— EVA (@Eva0CA) September 27, 2026

Muitas dessas estrelas estiveram em Londres no fim de semana para mais uma festiva edição da Laver Cup. Se Zverev marcou o ponto decisivo para o Time Europa, Alcaraz fez verdadeiras maravilhas em quadra. Como já é tradição, o evento tem organização impecável e arquibancada lotada, mostra competitividade e camaradagem, permite se ver diferentes estrelas e estilos. Por isso, divertido.

Já as meninas lutam por US$ 9,5 milhões também em Pequim. O destaque é a primeira aparição de Elena Rybakina como líder do ranking, já que ela desfalcou o time cazaque na fase final da BJK Cup, disputada ao longo da semana também em quadras chinesas.

Duas top 10, Jessica Pegula e Marta Kostyuk, não estarão no torneio, mas há estrelas de sobra para compensar. Campeã no domingo em Singapura, a canhotinha Leyla Fernandez terá de ganhar de Iva Jovic antes de desafiar Iga Swiatek, num quadrante que tem Coco Gauff como favorita.

Claro que também será interessante ver como Aryna Sabalenka retorna da frustrante derrota na final do US Open. Talvez o maior desafio sejam as quartas diante de Karolina Muchova, que liderou a República Tcheca a mais uma conquista da agora BJK Cup ao lado de Linda Noskova. A sexta do ranking e finalista do ano passado ficou no setor de Mirra Andreeva. A atual campeã Amanda Anisimova continua afastada por contusão no punho.

The night Czechia were crowned World Champions for a 12th time 🇨🇿👑#BJKCup pic.twitter.com/v5u2ER2QXX

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O 1000 de Pequim também assistirá a disputa séria pelas vagas restantes ao Finals de Indian Wells. Com Rybakina e Sabalenka garantidas e vantagem grande de Pegula, Andreeva, Gauff e Svitolina no ranking, os sétimo e oitavo lugares devem ver grande e incessante briga, que vai desde Muchova e Noskova até Swiatek, Jovic e quem sabe Naomi Osaka.