Nova York (EUA) – Em seu primeiro US Open como diretor executivo da USTA, mandato que assumiu em julho deste ano, Craig Tiley concedeu uma entrevista coletiva antes da competição, na qual falou sobre a polêmica do convite para Stan Wawrinka, que só ficou com a vaga após a desistência de Patrick Kypson e principalmente sobre a questão da premiação dos tenistas.
“A USTA concedeu aos jogadores um aumento de 20% na remuneração no ano passado e este ano tomamos outra decisão para lhes dar um aumento bastante significativo, além de incluir uma contribuição extra de 2 milhões de dólares. Os jogadores terão que decidir como querem usar esse dinheiro, seja para iniciativas de bem-estar dos jogadores ou para quaisquer outros projetos que desejem desenvolver”, disse Tiley.
Quem me conhece e também o Eric (Butorac), sabe que estamos focados nos jogadores. Sempre acreditei que temos que dar aos jogadores a sua justa parte e que eles devem ser bem compensados. No meu cargo anterior, fiz exatamente a mesma coisa, aprovamos o pacote de compensação para os jogadores no Australian Open. A mesma coisa está acontecendo aqui e continuará acontecendo na USTA”, acrescentou.
Tiley defende que ouvir a voz dos jogadores é importante. “Muitos de nós dedicamos muito tempo e energia individualmente para conversar com os jogadores. Não apenas na última semana, mas durante anos. O relacionamento próximo dos Grand Slams com os jogadores é fundamental para o sucesso dos torneios e também para o relacionamento que temos com os fãs”, complementou o dirigente.
Dez tenistas já manifestaram interesse
Questionado sobre o recém-criado conselho de jogadores nos Grand Slam, o diretor executivo da USTA contou que vários tenistas já se manifestaram querendo fazer parte. “Antes deste evento, enviamos um e-mail convidando todos os jogadores interessados em participar do conselho. Informamos sobre o anúncio iminente e pedimos que nos avisassem caso tivessem interesse. Já recebemos respostas de cerca de 10 jogadores”, disse.
“Certamente haverá mais, pois alguns estão nos dizendo: ‘A propósito, eu também tenho interesse’. Vamos incluir todos esses jogadores em uma conversa para decidir a melhor forma de desenvolver a representação, a estrutura, o processo, o número de reuniões e todos esses aspectos”, revelou Tiley.
“A ideia é usar esse primeiro grupo, talvez chamando-o de conselho de transição, como uma forma de traçar o caminho futuro. Essa tem sido nossa posição com os jogadores, e estamos realmente respondendo a um dos pedidos deles: ter uma voz direta como grupo nos Grand Slams. Acreditamos que seja algo positivo e um pedido totalmente justo”, complementou.
Convite para Wawrinka
O diretor da USTA revelou os motivos pelos quais o convite inicial a Wawrinka foi rejeitado no primeiro momento. “Há jovens jogadores americanos que ficaram de fora da chave principal por pouco. Trocamos convites com o Australian Open, com a Federação Francesa de Tênis, e existem outras oportunidades ao longo do ano para os jogadores americanos competirem por um convite”, ponderou Tiley.
“Quando você é um jovem jogador americano em ascensão e fica de fora da chave principal por pouco, você precisa ter uma oportunidade, e foi isso que aconteceu. Um dos jogadores que recebeu um convite precisava estar 100% fisicamente apto para competir. Damos muito crédito a Patrick Gibson porque não é comum um jogador fazer o que ele fez”, elogiou o dirigente.
“Ao perceber, no meio da semana, que não estaria totalmente preparado, Gibson fez a coisa certa, falou conosco e disse: ‘Vou desistir da chave principal se não estiver 100%’. É uma grande lição para todos os jogadores. Isso abriu uma oportunidade para o Stan”, finalizou Tiley.
