Shenzhen (China) – A ucraniana Elina Svitolina voltou a questionar a neutralidade das tenistas russas e bielorrussas e criticou aquelas que mudaram de nacionalidade sem se manifestar publicamente sobre a guerra em seu país. Em entrevista à BBC News, a ex-top 3 do mundo afirmou que algumas atletas tomaram essa decisão apenas por interesse próprio.

“Para mim, não existem atletas neutras. Existem jogadoras que, apesar de tudo, continuam competindo e representando um Estado agressor. Quanto àquelas que mudaram de nacionalidade, mas nunca expressaram sua posição, também considero que fizeram isso apenas em benefício próprio”, declarou Svitolina.

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, tenistas da Rússia e de Belarus disputam os torneios da WTA sem bandeiras ou identificação de seus países. Svitolina direcionou sua crítica especialmente às atletas que, segundo ela, permanecem em silêncio sobre a guerra.

A ucraniana também admitiu que enfrentar essas adversárias continua sendo difícil, mas disse encontrar nos confrontos um estímulo extra. “É difícil entrar em quadra e jogar contra elas, mas isso também me dá uma motivação enorme para derrotá-las”, assegurou.

A experiente tenista de 32 anos defendeu ainda que o esporte não pode ser completamente separado da política. Em sua avaliação, Rússia e Belarus utilizam as conquistas de seus atletas como motivo de orgulho nacional.

Nesta semana, Svitolina lidera a Ucrânia na fase final da Billie Jean King Cup, em Shenzhen. A equipe enfrenta a Bélgica nesta quinta-feira, às 23h de quarta-feira (horário de Brasília), pelas quartas de final.