Washington (EUA) – Ben Shelton precisou de três sets para garantir vaga nas oitavas do ATP 500 de Washington e aproveitou a entrevista após bater o compatriota Martin Damm para analisar como lida com frustrações. Surpreendido logo na estreia de Wimbledon, o norte-americano afirmou que derrotas assim o motivam a treinar com mais afinco.
“Para mim é muito fácil quando acontece algo decepcionante. Essa é a parte mais fácil. Quando perco cedo em um torneio, isso me deixa irritado. Vejo todos os meus concorrentes ainda jogando em Londres, brigando pelo título, enquanto estou sentado em casa”, afirmou.
O atual número 8 do ranking explicou que nunca teve dificuldades para retomar os treinamentos após uma eliminação. “Não sou alguém que consegue ficar parado. Levantar da cama e ir treinar é a parte mais fácil do meu trabalho”, assegurou.
Shelton destacou ainda a relevância de iniciar bem a sequência de torneios do verão norte-americano. “É importante estrear vencendo e aumentar o número de partidas antes do US Open. Diferentemente do saibro e de outras fases da temporada, não há muito tempo para ganhar ritmo”, avaliou o canhoto de 23 anos.
Shelton sabe que as expectativas são altas e espera encerrar a fase de oscilações em 2026. “Quando se perde cedo em dois ou três torneios, isso pode afetar a confiança antes do US Open. Você acaba chegando sem o nível ideal.”
Nesta temporada, o norte-americano conquistou os títulos de Dallas, Munique e Stuttgart e busca embalar novamente em sua superfície preferida. “Esta é uma quadra em que jogo muito bem e quero chegar afiado a Nova York. São partidas como essa que ajudam a elevar seu nível para jogar um grande tênis”, garantiu Shelton, que agora enfrenta o francês Ugo Humbert nas oitavas de final em Washington.
