Nova York (EUA) – Após superar a segunda rodada do US Open, Ben Shelton reconheceu a importância dos tenistas negros para que sua família pudesse construir uma história no tênis. Filho de Bryan Shelton, ex-top 60 e que atua como seu treinador, o jovem de 23 anos acredita que o pai talvez nem tivesse seguido esse caminho sem nomes como Arthur Ashe.
“Existem muitos outros pioneiros também, não apenas norte-americanos, mas pessoas negras de muitos países que abriram o caminho para que tivéssemos as oportunidades que temos hoje, inclusive meu pai”, afirmou o cabeça de chave 8.
Campeão do US Open em 1968, Ashe dá nome à principal quadra do complexo de Flushing Meadows. Ele foi o primeiro negro a conquistar um título de Grand Slam em simples e teve papel decisivo na luta contra a discriminação racial. Shelton não esconde a admiração pelo compatriota e destaca seu legado.
“Significa muito. Acho que, sem Arthur Ashe, meu pai provavelmente nunca teria jogado tênis ou tido as oportunidades que teve para chegar tão longe no esporte. O tênis deu muito à minha família”, destacou.
Shapovalov pela frente e energia da torcida
Semifinalista do torneio em 2023, Shelton derrotou o polonês Hubert Hurkacz por 6/3, 5/7, 7/6 (7-3) e 7/5 e agora terá pela frente o canadense Denis Shapovalov. Ele está invicto contra o ex-top 10, com quatro triunfos.
“Gosto muito de jogar contra ele. Acho que é um confronto divertido e que entretém. Ele é um jogador excepcional, bate muito bem na bola e é elétrico em quadra. Todas as partidas que disputamos foram divertidas. É sempre um desafio diferente enfrentar um canhoto”, avaliou.
A história de Ashe torna ainda mais especial para Shelton atuar no estádio que leva seu nome, o maior palco do US Open.
“É muito especial poder reconhecer isso e fazer parte da história toda vez que jogo em um estádio que leva o nome dele. Acho uma grande honra ter o maior estádio do tênis com seu nome e é algo muito merecido”, comentou.
Em busca de seu primeiro título de Grand Slam, o norte-americano valoriza cada oportunidade de jogar diante da torcida nova-iorquina. “Sou muito grato. Cada vez que jogo nesse estádio é uma honra para mim e aproveito isso mais do que qualquer outra coisa no esporte”, completou Shelton.
