Montréal (Canadá) – Para o norte-americano Ben Shelton, seu desempenho na partida de quartas de final do Masters 1000 de Montréal, na qual venceu o tcheco Jakub Mensik em sets diretos, com 6/3 e 6/1, foi o melhor da semana. Após garantir vaga nas semifinais, o atual campeão do torneio canadense comemorou a atuação.

“Foi uma ótima noite para mim. Acho que dias como este, quando tudo está funcionando perfeitamente, são um pouco mais fáceis. Em termos de mentalidade em quadra, acho que é muito mais difícil nos dias em que você tem dificuldades ou problemas difíceis de resolver do seu lado da quadra”, analisou o norte-americano.

“Acho que a forma como recuperei o saque, o foco que mantive do início ao fim, a consistência que consegui manter, entrando nos games de saque dele e não sendo quebrado, foi a minha atuação mais completa até agora nesta semana. Então, sim, eu diria que foi a melhor desta semana até agora”, acrescentou Shelton.

Ele contou que sentiu que faria uma boa apresentação logo no início da partida. “Sabia desde o primeiro ou segundo ponto, quando tivemos uma troca de 20 bolas, estava num dia muito bom. Mas, obviamente, achei que ele também jogou muito bem naquele primeiro game. Então, pensei que seria uma guerra, uma batalha acirrada”.

O desempenho de Shelton tem sido bom em toda a semana, chegando na semi sem perder um único set. “Acho que é uma combinação da quadra e das bolas. É uma quadra dura e lenta, mas a bola quica muito alto. Isso torna meu saque muito eficaz, e também me dá tempo para criar e desenvolver jogadas com meus golpes de fundo”, ponderou.

“Acho que a combinação de todos esses fatores torna difícil jogar contra mim, principalmente se estou devolvendo bem”, complementou Shelton, que agora terá um duelo 100% norte-americano na semi contra Learner Tien.

“Eu apoio muito todos os jogadores americanos em todos os momentos e tenho gostado muito de ver quantos caras nossos têm alcançado sucesso. Não foi só um ou dois, mas meio que distribuímos o talento entre Taylor, Foe, Tommy, Sebi, Nakashima, Learner, Michelsen, tantos caras que chegaram longe”, comentou Shelton sobre o momento do tênis dos EUA.