Nova York (EUA) – O norte-americano Taylor Fritz não esconde que conquistar um Grand Slam é um dos grandes objetivos que ainda sonha em alcançar na carreira. Depois de estrear no US Open com vitória tranquila sobre o jovem compatriota Darwin Blanch por 6/3, 6/2 e 6/4, ele admitiu que ficaria bastante decepcionado se encerrasse sua trajetória sem levantar um dos quatro principais troféus do tênis.

“É muito importante para mim. Acho que seria uma enorme frustração, no fim de tudo, se não conseguisse alcançar esse objetivo. Na minha vida, sempre que estabeleci uma grande meta para mim, consegui realizá-la. Seria muito difícil não conseguir ao menos uma vez”, assegurou o número 10 do mundo.

Finalista do US Open em 2024, o ex-top 4 acredita que hoje apresenta um nível semelhante ou até superior ao daquela campanha. Na ocasião, ele caiu na decisão para o italiano Jannik Sinner em sets diretos. Fritz destacou especialmente a evolução no saque e lembrou que estava fisicamente muito bem há dois anos.

All Business 🧳 @Taylor_Fritz97

The 2024 finalist dispatches Blanch in straight sets!@usopen #USOpen pic.twitter.com/zbMdUBx5Lg

— Tennis TV (@TennisTV) September 1, 2026

“Acho que faço muitas coisas melhor. Na verdade, saco melhor hoje do que quando cheguei à final. Do fundo da quadra, diria que estou mais ou menos no mesmo nível. Naquela campanha, meu corpo estava muito bem e eu estava me movimentando excepcionalmente naquela semana”, destacou.

O tenista de 28 anos demonstrou otimismo para a sequência do torneio. Ele reencontra o italiano Mattia Bellucci, a quem venceu recentemente na grama de Stuttgart, pela segunda rodada.

“Sinceramente, acho que sou o mesmo jogador ou até melhor. Depende da forma no momento e da confiança, mas diria que meu nível é bastante parecido”, ponderou.

Experiência para lidar com a pressão

Fritz admitiu que ainda sente o nervosismo das estreias em Grand Slam, principalmente quando atua diante da torcida em Flushing Meadows. Ele contou que a sensação aparece depois que entra em quadra, mas que já aprendeu a conviver com a pressão.

“O coração acelera. Você não pensa com tanta calma e as coisas parecem acontecer um pouco mais rápido do que realmente estão acontecendo. Acho que fico nervoso na primeira partida de todos os Grand Slam, provavelmente ainda mais no US Open, e tem sido assim há muitos anos. Isso não me impediu de conseguir bons resultados aqui, então é apenas parte disso. É normal”, explicou.

O norte-americano também acompanhou as dificuldades de outros jogadores da casa nas primeiras partidas e citou especialmente Ben Shelton. O compatriota superou um início complicado contra o holandês Tallon Griekspoor e depois virou em grande estilo, algo que deixou Fritz mais tranquilo para a própria estreia.

“Como um dos principais norte-americanos, você tem muitas expectativas. É normal ficar nervoso. Quando vi o primeiro set do Ben, pensei que, se acontecesse comigo, tudo bem. Ele se recuperou e depois venceu a partida com bastante tranquilidade. Isso me deu a segurança de pensar: se eu entrar nervoso e jogar um primeiro set ruim, não preciso entrar em pânico”, contou.

Apesar da ambição de voltar às fases decisivas em Nova York, a esperança da torcida local evita fazer projeções. Questionado se considera a chave aberta diante das lesões e de algumas eliminações precoces, o norte-americano minimizou o cenário. “Nada disso importa até eu estar na semifinal ou na final, sinceramente. Então nem me preocupo com isso até lá”, encerrou Fritz.