Nova York (EUA) – Finalista pelo quarto ano seguido no US Open, a bielorrussa Aryna Sabalenka saiu de quadra não apenas muito feliz com a vitória em sets diretos sobre a norte-americana Jessica Pegula, mas também com mais uma grande campanha no torneio, onde vai buscar o tricampeonato seguido.
“Tenho que dizer que simplesmente amo Nova York, amo estar aqui e amo a energia da cidade. Acho que é isso que me motiva. É isso que realmente me inspira e me impulsiona a continuar”, afirmou a bielorrussa, que venceu Pegula em sets diretos em um jogo no qual mostrou grande inspiração.
“Estou muito feliz por ter conseguido jogar em um nível tão alto, especialmente contra a Jess. Nas últimas partidas que jogamos, ela conseguiu me pressionar bastante. Para ser sincera, conseguir essa vitória em sets diretos hoje me impressionou bastante”, acrescentou Sabalenka, que deu o troco após a derrota sofrida diante da norte-americana no último encontro.
Superada por Pegula na semi de Berlim, ela reconheceu que não fez uma boa temporada de grama, mas agora estava focada em ter um grande desempenho. “É o último Grand Slam da temporada, um último esforço, queria muito chegar à final. A mentalidade era simplesmente: estou pronta para o que for preciso para conseguir a vitória”.
A bielorrussa afirmou que nesta temporada, especialmente no início, jogou muitas partidas incríveis em um nível muito alto e que seu desempenho na noite de quinta-feira foi neste padrão. “Senti que qualquer decisão que eu tomasse seria a decisão certa. Comparado com as últimas partidas que joguei com Jess, meu nível foi definitivamente melhor”, analisou.
Final sem o número 1
Questionada sobre como lidar com a vaga na final, apesar de sair sem ser o número 1, Sabalenka foi bastante direta. “Eu não me importo”, disparou a ainda líder do ranking. “Brincadeiras à parte, eu realmente entendo o quão difícil é chegar ao topo do ranking mundial”, ponderou a bielorrussa.
“É muito trabalho, e sim, esse era um dos meus objetivos, mas no momento não há muito que eu possa fazer. Eu não tive um bom desempenho no meio da temporada. Elena assumiu o controle e jogou muito bem, conquistando a posição de número 1. Não havia muito que eu pudesse fazer a respeito, então só me restava focar em mim mesma”, acrescentou.
Com este pensamento, ela focou apenas em dar o seu máximo e buscar o melhor ritmo possível para quem seba lutar ainda pela ponta no resto da temporada. “É uma sensação um pouco estranha. Você pode ter um bom desempenho no torneio, mas mesmo assim perder a posição de número 1”, comentou Sabalenka.
“Então, tudo bem. É esporte. Eu adoro isso. Essa é a beleza do esporte, né? Tipo, todo mundo competindo com todo mundo e tudo se resume a pequenas coisas que você vai aprimorando e melhorando”, finalizou a bielorrussa, que na final irá enfrentar justamente a futura número 1 Elena Rybakina.
