Montréal (Canadá) – Não foi fácil para a cazaque Elena Rybakina seguir em frente no WTA 1000 de Toronto, chegando nas semifinais. Na noite de terça-feira, ela chegou a ter um set e uma quebra de desvantagem contra a japonesa Naomi Osaka, mas conseguiu se recuperar e venceu de virada, após 2h34 de batalha.

“Sinceramente, não sei como consegui virar o jogo no segundo set depois de estar perdendo por 4/2. Eu só tentei manter o otimismo e me manter próxima no placar. Então, estou muito feliz por ter conseguido reverter a situação”, analisou a cazaque, que lidera o circuito em aces e fez 15 na partida.

“Trabalhamos o saque o tempo todo. Comecei este torneio muito mal, com muitas duplas faltas. Mesmo hoje, diria que melhorei bastante no primeiro e no segundo set. No terceiro, meu saque realmente melhorou”, comentou Rybakina.

O duelo pelas quartas de Toronto foi o primeiro entre ela e Osaka pelo circuito, mas a número 2 do mundo garantiu que conhecia bem a adversária. “Ela joga de forma agressiva e tem um saque muito bom. Eu sabia o que esperar, já que treinamos algumas vezes”, disse a cazaque.

“Claro que em alguns momentos sob pressão são diferentes dos treinos. No geral, sinto que já nos conhecíamos um pouco. Era importante sacar bem, o que não consegui fazer no início da partida. Depois, as coisas melhoraram, então estou feliz que no final tenha dado certo para mim”, ponderou Rybakina.

Por causa da desistência da suíça Belinda Bencic na partida anterior, Rybakina e Osaka acabaram entrando em quadra bem antes do que o previsto. “Esperava poder bater bola um pouco mais tarde, mais uma vez, por pelo menos 10 minutos, para me acostumar com as condições noturnas”, contou.

“Quando começamos, ainda havia um pouco de sol, mas depois ficou completamente diferente das partidas que eu joguei, porque todas elas foram durante o dia. Não consegui encontrar a sensação e levou um tempo”, acrescentou a cazaque, que repete a semi do ano passado no torneio canadense.

Na semifinal, ela vai enfrentar a norte-americana Coco Gauff, contra quem não joga desde 2022. As duas se enfrentaram apenas uma vez, quatro anos atrás também em Toronto, com vitória de Gauff em uma equilibrada partida de três sets e dois tiebreaks.

“Ela é uma ótima lutadora, sei que será uma partida muito difícil. Se o saque dela engrenar, também não é fácil devolver. Acho que o mais importante é novamente me concentrar no meu saque, tentar manter o foco, aproveitar as oportunidades sempre que elas surgirem e estar com muita energia desde o início”, adiantou Rybakina.