Nova York (EUA) – Futura número 1 do mundo e finalista deste US Open, a cazaque Elena Rybakina não conseguiu esconder a felicidade após a vitória de virada sobre a norte-americana Coco Gauff na semi. “Partida incrível, muito equilibrada. Super feliz e orgulhosa. Então, não encontro outras palavras, mas definitivamente fico muito feliz e orgulhosa”.
Mais consistente do que nunca na temporada, Rybakina chegará à liderança do ranking após o torneio e acredita que tudo isso se deu por causa do entorno. “Acho que agora tenho uma equipe muito boa ao meu redor, pessoas boas. Isso definitivamente ajuda. Muita coisa aconteceu fora das quadras no último ano”, comentou.
“Acho que agora todo o meu foco está no tênis. Nem sempre consigo jogar no meu melhor nível, sempre há altos e baixos, mas acho que temos feito um ótimo trabalho, tomando as decisões certas em determinadas situações, porque cada dia é um desafio”, acrescentou a cazaque de 27 anos.
Sobre a partida contra Gauff e o apoio da torcida pela tenista da casa, Rybakina viu tudo com normalidade. “Foi uma ótima partida e, claro, muita gente hoje queria que a Coco ganhasse. É normal. Acho que todo mundo entende”, comentou a atual número 2 do mundo.
“No começo, achei que o clima estava muito bom, mas só no final, quando eu estava no terceiro set, a torcida realmente apoiou muito a Coco. Mas tentei me concentrar em mim mesma, tentei não dar ouvidos a eles. Gostei do ambiente, mesmo que a maioria da torcida fosse pela Coco”, complementou.
Final contra Sabalenka
O duelo com Aryna Sabalenka na final, entre as duas melhores do ranking, foi alvo de análise para Rybakina. “Jogamos muitas vezes. Também treinamos antes. Ela é uma jogadora muito agressiva. É difícil jogar com ela, mental e fisicamente, porque tem um jogo potente e um saque forte”, observou a cazaque.
“Vou precisar entrar em quadra com toda a energia que tiver, sacar o meu melhor contra a Aryna e tomar as decisões certas no momento certo, porque na maioria das vezes o placar é muito apertado. É aí que a decisão faz a diferença”, acrescentou Rybakina.
Ela sabe que a partida é importante, principalmente por se tratar de uma final. “Sinceramente, acho que não importa quem esteja do outro lado. Você só quer vencer e dar o seu melhor. Mas também não quero me pressionar demais, porque estamos todas muito próximas no ranking”, finalizou.
