Montréal (Canadá) – Depois de duas viradas seguidas, a cazaque Elena Rybakina não chegou para a final do WTA 1000 de Toronto em suas melhores condições. O desgaste nas quartas e na semi custaram caro para a número 2 do mundo, que acabou sendo controlada pela polonesa Iga Swiatek e teve que se contatar com o vice.
“Acho que no geral o torneio foi um sucesso. Claro, hoje foi uma pena. Eu não tinha muita energia. Tentei o meu melhor, mas não foi suficiente. De qualquer forma, tento tirar apenas o lado positivo deste torneio para os próximos”, afirmou Rybakina após a derrota com parciais de 6/2 e 6/3.
“Eu estava muito cansada. Deu para ver que não estava usando as pernas o suficiente. Cometi muitos erros não forçados, principalmente perto da rede. Foi pura falta de concentração, até mesmo naquelas bolas mais fáceis”, acrescentou a cazaque, que após a semi já havia demonstrado preocupação com a condição física.
Além de lamentar seu desempenho, ela também enalteceu a grande partida da rival. “Iga é uma adversária difícil e estava tentando recuperar todas as bolas, obviamente. Foi difícil para mim hoje, espero aprender com os erros e me sair melhor da próxima vez”, analisou a cazaque.
“Ela está jogando muito bem na defesa, consegue aproveitar as oportunidades durante o rali e virar o jogo. Eu não tinha energia suficiente e todos sabemos que ela é uma lutadora e consegue correr para os lados por muito mais tempo do que eu. Temos estilos de jogo diferentes, não consegui mostrar o meu melhor, mas tentei até o fim”, acrescentou.
Rybakina não escondeu o desconforto físico depois da final e só espera se recuperar bem para a disputa em Cincinnati. “Não sei se consigo dizer o que realmente não está doendo (sorrindo). Me sinto meio destruída agora. Principalmente quando o torneio termina, você sente tudo ainda mais”.
Balanço positivo e olho no nº 1
Mesmo com a derrota, Rybakina fez um balanço positivo do torneio. “Acho que desta vez me saí melhor com o planejamento, porque joguei muitas partidas de manhã, durante o dia e à noite. Foi uma pena não ter conseguido dar um passo além na última partida”, comentou a vice-líder do ranking.
Cada vez mais próxima da bielorrussa Aryna Sabalenka na briga pelo número 1, ela minimizou esta disputa. “Mesmo que esteja perto, ainda parece muito longe. Então não estou pensando muito nisso. Não depende apenas de mim, mas também de como os outros vão se sair”, observou.
“Mas quando eu era jovem, nem sequer pensava que um dia me tornaria profissional jogando neste nível. Acho que conquistei bastante. Estou muito feliz. Se eu puder fazer ainda melhor, ótimo, darei o meu melhor e espero que um dia isso aconteça”, finalizou Rybakina.
