Ningbo (China) – A cazaque Elena Rybakina confirmou o favoritismo na final do WTA 500 de Ningbo e conquistou o bicampeonato consecutivo neste domingo. Ela derrotou na final a canadense Leylah Fernandez por duplo 6/2, em apenas 1h16 de partida, e levantou seu quarto troféu na temporada. Com o resultado, também deu mais um passo importante na disputa para terminar o ano como número 1 do mundo.
Atual líder do ranking, Rybakina vive a melhor temporada da carreira. Em 2026, a cazaque conquistou dois Grand Slam, no Aberto da Austrália e US Open, alcançou pela primeira vez o topo da WTA e agora soma quatro troféus (também venceu Stuttgart), superando sua melhor marca anterior, de três conquistas em 2024 e 2025. Neste ano, ela já soma 53 vitórias no circuito, sendo isoladamente a jogadora com mais triunfos e troféus levantados.
O título em Ningbo é o 15º da carreira da tenista de 27 anos, que chega a sete conquistas de WTA 500 e se torna a primeira jogadora a vencer duas edições consecutivas do torneio chinês. Pela campanha, ela recebe uma premiação de US$ 185,5 mil.
Do outro lado, Fernandez buscava seu segundo título na temporada, depois de vencer o WTA 500 de Singapura em setembro. A canadense, de 24 anos, disputou sua décima final na carreira e segue com seis troféus em sua galeria. Com o vice-campeonato, ela receberá 325 pontos no ranking e US$ 114,5 mil em premiação.
Rybakina pode garantir número 1 da temporada já em Tóquio
A conquista em Ningbo reforçou a posição de Elena Rybakina na liderança do ranking que considera apenas os resultados da temporada, e deixou a cazaque mais perto de terminar 2026 no topo. Ela soma agora 1.442 pontos a mais que Aryna Sabalenka, segunda colocada, e poderá ampliar a diferença na próxima semana, no WTA 500 de Tóquio. A bielorrussa, por sua vez, não tem torneios programados antes do WTA Finals.
Como cabeça de chave número 1 no Japão, Rybakina entrará diretamente nas oitavas de final. Uma vitória nessa fase lhe renderá 60 pontos, elevando sua vantagem para 1.502. A diferença superaria os 1.500 pontos máximos que uma jogadora pode somar no WTA Finals com uma campanha invicta, assegurando à cazaque o número 1 ao fim da temporada.
Sua primeira adversária em Tóquio sairá do confronto entre a cazaque Yulia Putintseva, vinda do qualificatório, e a grega Maria Sakkari. Rybakina leva ampla vantagem no retrospecto contra Sakkari, com cinco vitórias em seis encontros, enquanto o duelo com Putintseva está empatado em 2 a 2. Rybakina, no entanto, venceu os dois confrontos mais recentes entre as compatriotas.
Como foi a final em Ningbo
Rybakina impôs seu ritmo desde o início, aproveitando a eficiência no saque e a agressividade do fundo de quadra para pressionar Fernandez. A cazaque conseguiu explorar o serviço da canadense, obteve duas quebras e abriu vantagem no primeiro set, fechado em 6/2.
Fernandez tentou equilibrar o confronto no segundo set, desperdiçou dois break-points no quarto game — quando já tinha quebra trás —, mas encontrou dificuldades e não conseguiu incomodar a rival. Rybakina manteve o controle, produziu 25 winners e ainda superou mais uma vez o serviço da canadense antes de fechar a partida por duplo 6/2.
A cazaque terminou com 25 erros não forçados, contra 24 da adversária, mas a diferença esteve principalmente na eficiência do serviço: a campeã venceu 73% dos pontos com o primeiro saque e 56% com o segundo, contra 59% e 39%, respectivamente, da canhota canadense.
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