Barcelona (Espanha) – O treinador Francisco Roig explicou as mudanças feitas no jogo de Iga Swiatek desde que passou a trabalhar com a polonesa. O espanhol esperou o fim de Wimbledon para fazer alterações mais profundas, que ajudaram a ex-número 1 a reagir na temporada.

“Desde o início, não pude fazer muitas mudanças porque começamos a trabalhar juntos em um momento difícil para ela. Sua confiança não estava no melhor momento. Depois de Wimbledon seria a hora certa. Eu disse: ‘Se você realmente quer fazer isso, acho que posso ajudar, mas precisa estar aberta às mudanças’. E ela esteve completamente disposta”, afirmou Roig à Radio Zet.

Swiatek passou por 15 sessões intensas de treinamento em Barcelona. A principal preocupação de Roig era fazer a polonesa ter mais calma na construção dos pontos e não tentar acelerar todas as bolas.

“Não precisa acontecer tudo tão rápido. Temos que jogar tênis, não pingue-pongue. Iga é conhecida pelo excelente jogo de pernas e tem golpes muito bons. Precisávamos de um novo estilo de jogo. Movimentos diferentes, um swing diferente, uma aceleração diferente. Na verdade, tudo precisava ser um pouco diferente, inclusive a tranquilidade durante o jogo”, explicou.

Roig também pediu maior utilização do forehand e mais efeito no backhand, além de mexer no segundo saque. O espanhol não gostava da posição muito próxima à linha de fundo adotada por Swiatek e buscou criar melhores condições para ela iniciar os pontos.

O trabalho trouxe resultados durante o verão norte-americano. Atual número 9 do mundo, Swiatek conquistou no WTA 1000 de Cincinnati seu único título na temporada até o momento. No US Open, chegou às oitavas de final e sofreu dura virada para a chinesa Qinwen Zheng, depois de abrir 5/0 e ter três set points na primeira parcial.

“Não esperava uma virada dessas contra Zheng, mas depois de tantos anos vendo partidas, essas coisas já não me surpreendem. Qinwen jogou muito bem, cometeu poucos erros e se movimentou bem. Foi realmente difícil rever aquela partida”, admitiu Roig.

A polonesa agora disputa os eventos asiáticos, tendo como próximo compromisso o WTA 1000 de Pequim, também de olho em uma vaga no WTA Finals de Indian Wells. “Queremos continuar melhorando, mas é um processo. Acho que estamos no caminho certo. Ainda temos muito pela frente. O Finals é nosso objetivo. Porém, se não conseguirmos, não será o fim do mundo”, completou Roig.