São Paulo (SP) – Em duelo de gerações entre jogadoras que disputavam sua primeira decisão no circuito principal da WTA, melhor para a espanhola Kaitlin Quevedo. A jovem virou sobre a argentina Nadia Podoroska com as parciais de 4/6, 6/4 e 6/2, após 2h08, para celebrar a conquista inédita no SP Open.

A final estava programada para acontecer no domingo à tarde no Parque Villa-Lobos, mas o mau tempo atrapalhou toda a programação. A decisão de duplas também ocorreu nesta segunda-feira, com Luísa Stefani fazendo a festa da torcida ao lado da parceira canadense Gabriela Dabrowski.

O troféu seria entregue pela russa Maria Sharapova, ex-número 1 do mundo e dona de cinco troféus de Grand Slam, mas o atraso impediu que a multicampeã participasse da festa.

A third set to decide the champion 👀

Kaitlin Quevedo rallies to take the second set 6-4 and force a decider against Podoroska!#SPOpen pic.twitter.com/EKvDbAzlPd

— wta (@WTA) September 21, 2026

Aos 20 anos, Quevedo entrou na competição paulistana como cabeça de chave 7 e derrotou nas oitavas de final a jovem brasileira Nauhany Silva. Na sequência, derrubou a sérvia Teodora Kostovic e aproveitou o embalo para tirar a russa naturalizada francesa Anna Blinkova.

Com a campanha, a atual 105ª colocada do ranking soma 250 pontos e vai registrar a melhor marca da carreira, saltando provisoriamente para o 75º posto, além de faturar US$ 37.390. A espanhola vinha embalada pelas quartas de final do WTA 125 de Barranquilla antes de surpreender em São Paulo.

Podoroska, de 29 anos, alcançou a semifinal de Roland Garros em 2020 e atingiu a 36ª posição da WTA na temporada seguinte, mas atualmente ocupa a modesta 317ª colocação, depois de ter passado por lesões no ombro e no quadril.

Algoz da espanhola Paula Badosa, segunda favorita e ex-número 2 do mundo nas semifinais, a argentina ao menos vai recuperar terreno no ranking com a campanha na capital paulista.

Duelo tenso e decidido nos detalhes

Quevedo e Podoroska sentiram a pressão e alternaram grandes lances com falhas nos games de saque. Embora mais inexperiente, a espanhola soube lidar melhor com os momentos delicados, abriu 5/0 na parcial decisiva e depois administrou.

A campeã cometeu oito duplas-faltas e venceu 65% dos pontos jogados com o primeiro serviço. Mas a adversária também deixou a desejar nestes quesitos, com apenas 59% de aproveitamento e outras sete duplas-faltas.

O grande diferencial ficou por conta do aproveitamento nas chances de quebra, com Quevedo concretizando seis de nove oportunidades e salvando cinco das nove que enfrentou. No geral, a espanhola triunfou com 92 pontos, diante de 79 da adversária.