Nova York (EUA) – O título do Masters 1000 de Xangai não foi suficiente para convencer Sam Querrey de que Alejandro Davidovich Fokina tem condições de se estabelecer entre os dez melhores do mundo. Durante o podcast Nothing Major, o norte-americano de 39 anos, dono de dez títulos ATP, reconheceu os resultados recentes do espanhol, mas não acredita que ele consiga se manter entre os primeiros do ranking.
“Acho que esse é o potencial dele. Acabamos de ver até onde pode chegar. É um jogador por volta do 12º lugar. Pode entrar no top 10, claro. Hoje em dia, qualquer um pode chegar lá. Mas, se você fica em nono durante três semanas e passa o resto da carreira fora dos dez primeiros, é realmente um jogador de top 10? O potencial dele é chegar lá, mas não é um jogador de top 10”, afirmou Querrey, que chegou ao 11º lugar do ranking em 2018.
Fokina conquistou seus três primeiros títulos ATP nesta temporada, em Mallorca, Chengdu e Xangai. Os dois últimos vieram após uma ausência de dois meses por lesão nas costas. No Masters 1000 chinês, o espanhol superou Alexander Zverev na semifinal e virou a decisão contra o compatriota Rafael Jódar. A sequência o levou ao 13º lugar do ranking, sua melhor marca, e ainda lhe permite sonhar com uma vaga no ATP Finals.
John Isner, por outro lado, vê espaço para Fokina conquistar ainda mais títulos. Para o ex-número 8 do mundo, a primeira conquista foi decisiva para o espanhol deixar para trás as frustrações acumuladas em finais. “Todos sabemos o talento que ele tem e o nível em que pode jogar. Depois que você ganha o primeiro título, aquela pressão desaparece. Agora parece que ninguém consegue pará-lo”, avaliou.
O norte-americano também não descarta uma sequência de bons resultados nos próximos anos. “Ele pode ser um jogador capaz de ganhar dois títulos por temporada durante os próximos quatro ou cinco anos. É bom o suficiente para isso. Não vou dizer que terminará a carreira com cinco Masters 1000, mas está jogando em um nível muito alto”, destacou Isner.
O rompimento de Fokina com Mariano Puerta, durante Roland Garros, também foi assunto do podcast. Querrey ironizou a saída conturbada do treinador e afirmou que o espanhol acabou dando a resposta em quadra.
Isner acredita que a separação ajudou o tenista a virar a página. “Foi como um novo começo. Não estou dizendo que o treinador estava errado, mas parece ter sido uma boa maneira de ele se recuperar mentalmente”, concluiu.
