Mário Sérgio Cruz
De São Paulo, Especial para TenisBrasil
Eliminada na estreia do SP Open, Laura Pigossi lamentou as oportunidades perdidas na derrota de virada para a tcheca Vendula Valdmannova nesta quarta-feira. Além de ter vencido a primeira parcial, a experiente paulista criou oportunidades de quebra tanto no segundo quanto no terceiro set.
“Acho que no primeiro set eu joguei muito bem taticamente. E no segundo eu comecei muito bem, mas perdi dois games de 40-15 que fizeram a diferença e mudaram um pouco o rumo do jogo”, disse Pigossi após a derrota por 2/6, 6/1 e 6/1 em 2h11 de partida. “Acho que nesse nível, as oportunidades, por menores que sejam, fazem toda a diferença e foi o que faltou hoje”.
“O segundo set inteiro foi no detalhe porque todos os games foram para 40-iguais e vantagem. E ela acabava tendo um winner a mais e eu cometendo mais erros não forçados, que não vinham acontecendo tanto no primeiro. E no terceiro set foi a mesma coisa. Eu estava muito perto, mas sempre me faltava um ponto”, explicou a paulista, ao relembrar o set decisivo, que começou com games longos e chances para os dois lados.
Apesar da frustração pela derrota, a jogadora de 32 anos também destacou a oportunidade de jogar em casa. “É incrível. Não são tantos torneios nesse nível que a gente pode jogar no Brasil. E poder atuar na frente de todos os brasileiros é sempre incrível pela maneira como eles te puxam e te motivam. É de encher o coração e uma das semanas mais especiais do ano”.
Nova número 1 do Brasil no ranking da WTA, Pigossi é sempre destacada como uma referência pelas jogadoras mais jovens e contou que tenta acolher e integrar a nova geração ao ambiente do circuito profissional. “Acho que independente do número do Brasil que eu sou, sempre fui uma jogadora que tentei acolher muito as pequenas. A Bia também, a Luísa e a Carol também fazem isso. Acho que a gente sempre tentou puxar as menores”.
“Consegui jogar dupla com a Naná esse ano em Vacaria. Ano passado, joguei dupla com a Candiotto também. Para mim, é um prazer poder passar experiência para elas. Eu não tive esse oportunidade quando era menor e sinto o quanto faz diferença para uma jogadora. Tudo o que eu puder aportar pro tênis, pra mim é sempre bom”.
