Nagoya (Japão) – A norte-americana Jessica Pegula saiu em defesa da filipina Alexandra Eala diante da possibilidade de a número 18 do mundo ser multada por não disputar o WTA 1000 de Pequim. A jovem abriu mão do torneio obrigatório para representar seu país nos Jogos Asiáticos, onde garantiu nesta quarta-feira ao menos a medalha de bronze em simples.
Durante o podcast Player’s Box, Pegula questionou uma eventual punição e lembrou que a WTA costuma conceder exceções em casos específicos. “Isso também é bom para o tênis. Eles aprovam muitas exceções. Pelo regulamento, a multa é aplicada e depois é possível recorrer. Muitos recursos são aceitos. Não é algo 100% certo”, explicou a número 3 do mundo.
A norte-americana contou com o apoio das compatriotas Madison Keys, Jennifer Brady e Desirae Krawczyk, que fazem parte do podcast. “Não acho que ela deva ser multada. Ela está representando seu país nos Jogos Asiáticos, que não acontecem todos os anos, enquanto Pequim é disputado sempre”, argumentou Krawczyk. Keys também destacou a dimensão da competição. “Os Jogos Asiáticos são enormes. O público é incrível”, exaltou.
Eala desistiu de Pequim porque as datas coincidem com as dos Jogos Asiáticos. O WTA 1000 é obrigatório para as principais jogadoras e a filipina pode receber uma multa de US$ 10 mil, além de ficar com zero ponto computado no torneio.
A Federação Filipina solicitou uma exceção à WTA, mas até o momento não há confirmação de que a punição tenha sido aplicada. A própria jogadora afirmou nesta quarta-feira não ter recebido qualquer comunicação oficial da entidade e disse não ter se arrependido da opção que tomou.
“Foi uma decisão que não tomei de maneira leviana. É claro que é difícil ficar fora de um 1000, especialmente Pequim, onde ouvi tantas coisas boas e ainda não tive a oportunidade de jogar. Mas sei que terei muitas chances de voltar e estou muito feliz por estar aqui, representando meu país e competindo”, afirmou Eala.
Eala garante medalha nos Jogos Asiáticos
Principal favorita em Nagoya, Eala derrotou nesta quarta-feira Joanna Garland, de Taiwan, por 7/5 e 6/0 nas quartas de final e garantiu ao menos a medalha de bronze. A filipina enfrenta nesta quinta-feira a chinesa Wang Xiyu, que superou a japonesa Moyuka Uchijima por 6/4, 3/6 e 6/1.
O ouro em simples também garantiria a Eala uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. “Os Jogos Olímpicos são um sonho para mim, poder competir lá e representar meu país. Então, vamos ver como as coisas acontecem”, afirmou a filipina, que conquistou o bronze em simples e nas duplas mistas nos Jogos Asiáticos de 2023.
Eala também disputou as duplas femininas ao lado da compatriota Shaira Rivera. Depois de vencerem Lai Ching Laam e Kallista Liu, de Hong Kong, por 6/1 e 6/3, as filipinas foram eliminadas nesta quarta-feira pelas chinesas Jiang Xinyu e Yang Zhaoxuan por 7/5 e 6/2.
