Cincinnati (EUA) – As norte-americanas Jessica Pegula e Madison Keys mantêm uma grande amizade também fora das quadras. Como forma de extravasar as exigências do circuito, elas criaram um podcast, ao lado de Jennifer Brady e Desirae Krawczyk, o Player’s Box, que está perto de completar um ano.
“É muito divertido, desde que a gente consiga encontrar tempo. Gravamos ontem à noite e foi aquela coisa: ‘Certo, temos que gravar!’. Nós nos reunimos, planejamos e é sempre divertido e terapêutico”, contou Pegula, que disputa o Masters 1000 de Cincinnati nesta semana.
A número 3 do mundo diz que as quatro já encontraram uma boa dinâmica para as gravações. “Agora estamos em um ritmo tão bom que sabemos que vai levar talvez uma hora. Nossa equipe nos bastidores, o produtor e o editor, enfim, toda a estrutura é muito boa e flexível. Eles estão prontos para gravar quando podemos”, afirmou.
Porém, a experiente tenista de 32 anos garante que nem sempre tudo sai como planejado. Pegula lembrou de um episódio gravado durante o WTA 1000 de Toronto, quando Brady teve dificuldades para fazer uma publicidade. “Levou quase 30 minutos, mas foi muito engraçado porque Jenny continuava errando e nós ríamos muito. Eu pensei: ‘Meu Deus, essa é a publicidade mais longa de todos os tempos!’”, confidenciou.
Keys, que também está em ação em Cincinnati, conta que o podcast virou um momento de diversão entre as amigas, além de ser uma maneira de aliviar o estresse da rotina do circuito. A ex-top 5 revelou que passou a considerar a possibilidade de seguir nessa área após se retirar.
“Além de encontrar tempo para fazer, não parece trabalho. Parece diversão. É realmente como uma chamada de FaceTime, em que estamos todas conversando e passando um tempo juntas”, disse a campeã de Cincinnati em 2019.
O programa fez Keys mudar de ideia sobre trabalhar com mídia depois de encerrar a carreira. “Se você tivesse me perguntado antes do podcast, eu teria dito que não estava interessada. Mas agora que estou fazendo, gosto muito. É divertido estar do outro lado, fazendo perguntas, entrevistando e vendo esse lado do esporte”, revelou.
Keys ainda brincou sobre as dificuldades de produzir entrevistas. “Você faz perguntas e não recebe nada de volta. Aí pensa: ‘Certo, sobre o que vamos falar agora?’”, brincou. A norte-americana de 31 anos também lembrou da passagem pelo conselho de jogadoras da WTA e disse que gosta de conhecer outros lados do esporte.
